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Défice, em queda há quatro meses consecutivos, diminui 81 milhões até agosto

Autor: Redação

Os olhos internacionais estão postos na Execução Orçamental nacional, com muitas dúvidas e criticas quanto à (in) capacidade do Governo de conter o desequilibrio das contas públicas e cumprir a meta de fechar o ano com um défice de 2,5% do PIBMas a divulgação dos dados da Execução Orçamental até agosto vieram esta segunda-feira revelar uma melhoria de 81 milhões de euros no défice público, face ao mesmo período no ano passado.

“O défice das Administrações Públicas (AP) melhorou 81 milhões de euros (ME) face a igual período de 2015”, segundo revela o Ministério das Finanças em comunicado ontem enviado às redações, frisando que a redução foi “conseguida através de um aumento da receita de 1,3%, superior ao crescimento de apenas 1% da despesa” e que “face a julho, o défice 991,1 milhões de euros”. 

O défice global acumulado está nos 3990 milhões até agosto, sendo que a meta anual que consta do Orçamento do Estado (OE) para 2016 é de 5.493,3 milhões de euros.

Com recurso ao aumento da receita, que voltou a crescer acima da despesa, o défice na ótica da contabilidade pública, divulgado mensalmente pelas Finanças, caiu assim pelo quarto mês consecutivo em agosto (acumulado face ao início do ano), ainda que o ritmo dessa redução do défice esteja a perder fôlego.

A injeção de capital na CGD é uma das grandes sombras sobre a Execução Orçamental, porque poderá vir a afetar o défice deste ano. O governo está a negociar com o Eurostat o tratamento mais favorável possível.

O governo está a contar ainda com um acréscimo adicional na cobrança do IRS em setembro e outubro por via de uma reforço do valor das notas de cobrança superior ao mesmos meses do ano passado, um reforço que compensará ou amortecerá eventuais efeitos do abrandamento da economia.

Já do lado da despesa foi registado, no período em análise, "um crescimento inferior ao previsto no Orçamento do Estado”, destacando-se as despesas com a aquisição de bens e serviços que caíram 2% e as despesas com remunerações que avançaram 2,3%, estando “ambas abaixo do orçamentado”, garante o Ministério liderado por Mário Centeno.