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Luanda volta a ser a cidade mais cara do mundo. E Lisboa está mais barata...

Autor: Redação

Luanda voltou a ser este ano a cidade mais cara do mundo para expatriados. A capital angolana destronou Hong Kong, que em 2016 tinha superado precisamente Luanda. Já Lisboa desceu três lugares no ranking, ocupando agora a 137ª posição. Em causa está o 23º estudo “Cost of Living” (“Custo de Vida”), divulgado esta quarta-feira (dia 21) pela consultora Mercer.

Segundo o documento, o topo da lista é dominado por cidades asiáticas e suíças: além de Luanda e Hong Kong, o Top 10 é composto, por esta ordem, por Tóquio (Japão), Zurique (Suíça), Singapura, Seul (Coreia do Sul), Genebra (Suíça), Xangai (China), Nova Iorque (EUA) e Berna (Suíça). Conclui-se, portanto, que a cidade suíça de Zurique continua a ser a metrópole europeia mais cara do mundo para expatriados. Já a tunisina Tunes (209º) é a cidade mais barata.

“A cidade mais cara, devido ao preço dos bens e à segurança, é Luanda, a capital de Angola”, conclui o estudo.

Entre os dados revelados pela consultora Mercer está o preço do mercado de arrendamento – um T3 em Lisboa custa cerca de 2.000 euros e em Londres (Reino Unido) ronda os 12.000 euros. Já uma ida ao cinema na cidade britânica é três vezes mais cara que em Lisboa. Outro exemplo dado pela consultora é relativo ao preço do café, que em Hong kong, por exemplo, chega a custar sete euros.

“De acordo com o Estudo da Mercer - 2017 Global Talent Trends, salários justos e competitivos, bem como oportunidades de promoção estão no topo das prioridades dos colaboradores este ano – uma conclusão que decorre do atual clima de incerteza e de mudança”, refere a empresa em comunicado.

Para Diogo Alarcão, CEO da Mercer Portugal, “as organizações estão a adotar atualmente uma abordagem mais holística para melhorarem as suas estratégias de mobilidade”. “É importante garantir a competitividade da compensação em processos de expatriamento e, por isso, as políticas de mobilidade devem ser determinadas com base no custo de vida, na moeda e na localização”, frisou.

“O estudo da Mercer é um dos mais abrangentes a nível mundial e foi especificamente desenhado para ajudar as empresas, as organizações e os governos a definirem os subsídios de remuneração para os seus colaboradores expatriados. Os movimentos cambiais têm como referência o dólar norte-americano. O estudo inclui 209 cidades de cinco continentes e determina o custo comparativo de mais de 200 itens em cada local, incluindo alojamento, transporte, comida, roupa, bens domésticos e entretenimento”, lê-se no comunicado.