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BCE vai reforçar supervisão às fontes de risco para o setor imobiliário

Autor: Redação

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou que vai reforçar, já no próximo ano, a investigação das posições em risco relacionadas com o imobiliário. Ainda que as últimas notícias deem conta de que em Portugal não há risco de uma bolha imobiliária rebentar, o BCE revelou que o método de supervisão que combina atividades remotas e no local vai ser aplicado aos imóveis da banca.

“Tendo em consideração os desenvolvimentos relevantes a nível económico, regulamentar e prudencial, as prioridades prudenciais baseiam-se numa avaliação dos desafios mais importantes enfrentados pelas entidades supervisionadas”, anunciou o BCE, citado pelo Jornal Económico.

De acordo com a publicação, as fontes de risco para o setor bancário, que foram identificadas pela Supervisão Bncária do BCE em cooperação com as autoridades nacionais competentes, têm em conta a informação fornecida pelas equipas conjuntas de supervisão, as análises micro e macroprudenciais realizadas pelo BCE, bem como relatórios elaborados por organismos internacionais.

São elas: o período prolongado de taxas de juro baixas; os stocks elevados de créditos não produtivos (non-performing loans – NPL); as incertezas geopolíticas, os desafios económicos estruturais na área do euro (incluindo desequilíbrios orçamentais e preocupações com a sustentabilidade da dívida); as perspetivas de crescimento nas economias emergentes; as reações das instituições de crédito a novas iniciativas de regulamentação; a evolução dos mercados imobiliários residencial e comercial; a reavaliação do preço do risco nos mercados financeiros; a cibercriminalidade e as perturbações dos serviços informáticos; os casos de má conduta das instituições de crédito; a concorrência de instituições parabancárias; a potencial falência de uma contraparte central e um enquadramento empresarial rígido.

O BCE avisa ainda que para cada um dos domínios prioritários serão desenvolvidas diversas iniciativas em matéria de supervisão, podendo a implementação plena das mesmas prolongar-se por mais de um ano.