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“Linha circular” do Metro de Lisboa prevê construção de túnel com 1.956 metros

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Autor: Redação

O prolongamento das linhas Verde e Amarela do Metropolitano de Lisboa, que vai criar uma “linha circular” na zona central da capital, prevê a construção de um túnel com 1.956 metros em via dupla e duas novas estações: Santos e Estrela. O investimento total previsto para esta fase de expansão é de 210 milhões de euros, até 2023.

O concurso para a construção das novas estações e prolongamento das linhas foi lançado esta quarta-feira (9 de janeiro de 2019), numa cerimónia presidida pelo primeiro-ministro, António Costa, e pelo ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes.

O investimento total previsto para esta fase de expansão é de 210 milhões de euros, até 2023, sendo cofinanciado em 127,2 milhões pelo Fundo Ambiental e em 83 milhões pelo Fundo de Coesão, através do Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos — POSEUR, escreve a Lusa.

Os investimentos aprovados na resolução do Conselho de Ministros, segundo o Governo, e que serão repartidos por seis anos, referem um montante de 4,6 milhões para o ano de 2018 e de 29,8 milhões para este ano. Para os anos de 2020, 2021 e 2022 serão financiados valores acima dos 45 milhões de euros: 45,8 milhões, 49,8 milhões e 48,4 milhões, respetivamente. No ano previsto para a conclusão da obra serão investidos 31,8 milhões de euros.

Obras devem durar quatro anos

A linha amarela vai ser desviada para Telheiras e os utentes vão assistir ao aumento do tempo de espera dos atuais quatro minutos para os quatro minutos e 15 segundos, sendo que a nova linha circular verde terá um tempo de espera entre composições de três minutos e 50 segundos, inferior aos atuais cinco minutos e 35 segundos, de acordo com estudo de impacto ambiental (EIA), citado pelo Público.

As obras deverão iniciar-se ainda em 2019 e durar pelo menos quatro anos, provocando algum congestionamento na cidade. Desvios de tráfego rodoviário e da Linha de Cascais, estaleiros a céu aberto ou ainda emissões de ruído e vibrações para a escavação do túnel e das estações são alguns dos cenários esperados nos próximos tempos.