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MB Way vai ser pago e comissões vão aumentar para clientes da CGD

Comissões MB Way de vários bancos já geraram mais de 20 mil queixas de consumidores à Deco.

Photo by Paul Hanaoka on Unsplash
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Autor: Redação

Estamos em contagem decrescente para o final de 2019 e as novidades para o próximo ano já estão à espreita – e nem todas serão boas para a carteira. Os visados, desta vez, serão os clientes da Caixa Geral de Depósitos (CGD), para quem 2020 irá trazer comissões mais altas e transferências por MB Way pagas. Mas estas não são as únicas novidades. A subida de preços também vai chegar aos levantamentos no balcão e às cadernetas.

A partir de 25 de janeiro de 2019, a CGD vai juntar-se aos concorrentes na cobrança de transferência por MB Way, segundo a notícia avançada pelo ECO. O custo será de 88,4 cêntimos, mas os clientes com menos de 26 anos não pagam. À semelhança do que já fazem os outros bancos, não há encargos para quem decidir utilizar a app da CGD para fazer essas operações. 

Também irão aumentar as comissões nas contas “pacote”. Para os clientes com a conta mais básica, a “Conta S”, - e se tiver uma bonificação associada -, o encargo mensal vai subir de 2,912 euros para 3,328. Quem não tiver bonificação verá a comissão aumentar de 4,16 euros para 5,148 euros, de acordo com a mesma publicação.

As contas de Serviços Mínimos Bancários (SMB) são um outro alvo de mudanças. A partir dessa data, a CGD vai passar a cobrar 35 cêntimos por mês (4,20 euros anuais) aos clientes com essas contas cujos rendimentos sejam superiores ao salário mínimo nacional - os restantes clientes irão manter a isenção. Levantar dinheiro ao balcão com a caderneta também vai ficar mais caro. Serão cobrados 3,12 euros, ao invés dos 2,86 cobrados atualmente – para os casos em que não há isenções associadas.

E por fim, a prestação da casa - que também vai encarecer. Os clientes da CGD pagam 2,60 euros de comissão de processamento mensal dos empréstimos da casa, mas a partir de 25 do março essa comissão vai subir para 2,86 euros. O encargo anual passa a ser de 34,32 euros.

Comissões MB Way geraram mais de 20 mil queixas de consumidores

A Deco - Associação para a Defesa do Consumidor revelou que 24 mil consumidores já reclamaram contra as comissões sobre transferências na aplicação MB Way, e defende que o Banco de Portugal (BdP) deve impor uma "comissão máxima de 0,2% por transferência" e “limites claros para os custos em todas as formas de pagamento (cartões ou eletrónicos)”.

“Colocámos esta questão na agenda política exigindo a limitação das comissões MB Way no caderno reivindicativo que entregámos recentemente aos partidos políticos”, acrescenta ainda a associação na sua newsletter mensal, citada pela Lusa.

Segundo a Deco, não se pode “aceitar que o regulador afaste responsabilidades pelo facto de a lei não explicitar que determinada comissão é proibida ou elevada”, além de considerar que o supervisor e regulador bancário está a esquecer-se de princípios como proporcionalidade, transparência e lealdade na avaliação destas comissões.