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Black Friday 2019 a bater à porta: os direitos dos consumidores nas compras online

A iniciativa “yourEUright – Estás no teu Direito” quer incentivar todos os consumidores a reclamar sempre que achem necessário.

Photo by Kobu Agency on Unsplash
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Autor: Redação

A corrida à Black Friday, a sexta-feira negra, aproxima-se a passos largos – acontece a 29 de novembro de 2019. Muitos portugueses aproveitam este dia de descontos para tratar dos presentes de Natal e já há cada vez mais adeptos das compras online na hora de aproveitar esta febre dos preços, sem terem de deslocar-se aos espaços físicos. Mas será que os consumidores online sabem de todos os seus direitos?

A pensar nisso, e na necessidade alertar os consumidores, a União Europeia (UE) lançou a iniciativa “yourEUright – Estás no teu Direito”, em parceria com a Organização Europeia de Consumidores, representada em Portugal pela Deco Proteste. A iniciativa ganha força com a época consumista que se avizinha tanto com a Black Friday, como com o Natal ou os típicos saldos.

Dados recentes divulgados pela Deco mostram que 43% dos portugueses conhece os seus direitos, contra 49% da média europeia. Os mesmos números indicam que 36% admite estar ciente do direito de cancelamento quando compra online, 65% está informado sobre o direito à reparação ou substituição de produtos defeituosos e 27% sabe o que fazer com um produto não encomendado que lhe chega às mãos. Indica ainda que, este ano, recebeu 1450 reclamações sobre comércio na internet em Portugal.

“O que nós dizemos é que é estranho que apenas 1% do total de reclamações que recebemos seja referente a comércio eletrónico. Isso permite-nos concluir que há uma ausência de conhecimento daquilo que são os direitos dos consumidores e por isso é que estas ações são tão importantes”, sublinha Rita Rodrigues, head of Public Affairs & Media Relations da Deco Proteste.

A iniciativa quer incentivar todos os consumidores a reclamar sempre que achem necessário. “Se há 40 anos tivéssemos tido este tipo de postura perante as compras físicas, neste momento não teríamos os direitos que temos. Portanto, é preciso reclamar, identificar o que correu mal, até porque muitas vezes pode existir abertura por parte da marca para corrigir a situação”, acrescenta ainda Rita Rodrigues.

Entre os fatores que fazem com que os portugueses não apresentem queixa quando uma compra não corre bem encontram-se o tempo de espera para resolver o problema (23%) e desconhecimento dos seus direitos (10%). 

A maioria das pessoas que faz compras online não sabe, por exemplo, que tem um período de 14 dias de reflexão para devolver o produto, ou por manifesta desconformidade ou por arrependimento.