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Endividamento da economia portuguesa em máximos históricos: 745,8 mil milhões de euros

Banco de Portugal
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Autor: Redação

O endividamento do setor não financeiro em Portugal voltou a aumentar em dezembro de 2020, em plena pandemia da Covid-19, atingindo um novo máximo histórico: 745,8 mil milhões de euros. Desse montante, 342,5 mil milhões de euros respeitavam ao setor público e 403,3 mil milhões de euros ao setor privado, segundo dados divulgados, esta quinta-feira (18 de fevereiro de 2021), pelo Banco de Portugal (BdP).

“Relativamente ao final de 2019, o endividamento do setor não financeiro aumentou 27,4 mil milhões de euros. Este aumento resultou do acréscimo de 24,9 mil milhões de euros no endividamento do setor público e do aumento de 2,5 mil milhões de euros no endividamento do setor privado. O endividamento do setor não financeiro, em percentagem do PIB, foi de 268,8%, um aumento de 32% face ao final de 2019, dos quais 19,2% se deveram à redução do PIB”, lê-se no site do supervisor.

De acordo com o BdP, “a subida do endividamento do setor público refletiu-se no aumento do financiamento concedido por todos os setores financiadores, com destaque para o setor financeiro (16,6 mil milhões de euros), seguido das próprias administrações públicas e do exterior”.

Relativamente ao setor privado, “observou-se o incremento do endividamento dos particulares em 2,3 mil milhões de euros, com o financiamento obtido junto do setor financeiro (2,2 mil milhões de euros) a evidenciar-se”, refere a entidade liderada por Mário Centeno, ex-ministro das Finanças de Portugal. “O endividamento das empresas privadas aumentou 0,2 mil milhões de euros; distingue-se o aumento do endividamento face ao setor financeiro (5,8 mil milhões de euros), que foi compensado pela diminuição do endividamento face às empresas e ao exterior”, conclui.

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