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Endividamento da economia portuguesa à lupa: baixa para 735,4 mil milhões de euros em junho

Jornal de Negócios
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Autor: Redação

O endividamento da economia portuguesa desceu no final do primeiro semestre, tendo atingido 735,4 mil milhões de euros em junho, um valor que compara com o máximo histórico de 740 mil milhões verificado em maio. Em causa estão dados divulgados recentemente pelo Banco de Portugal (BdP).

“No final do primeiro semestre de 2020, o endividamento do setor não financeiro situou-se em 735,4 mil milhões de euros, dos quais 327,5 mil milhões de euros respeitavam ao setor público e 407,9 mil milhões de euros ao setor privado”, lê-se na nota de informação estatística divulgada pela entidade liderada por Mário Centeno.

“Relativamente ao final de 2019, o endividamento do setor não financeiro aumentou 16,7 mil milhões de euros. Este aumento deveu-se aos acréscimos de 10,1 mil milhões de euros do endividamento do setor público e de 6,6 mil milhões de euros do endividamento do setor privado. O incremento do endividamento do setor público refletiu-se, sobretudo, no crescimento do endividamento face ao setor financeiro (8,7 mil milhões de euros) e face ao setor não residente (1,3 mil milhões de euros)”, acrescenta o BdP. 

De referir que no setor privado, o endividamento das empresas aumentou 5,7 mil milhões de euros, refletindo o crescimento do financiamento face ao setor financeiro (8,9 mil milhões de euros). Um acréscimo que foi parcialmente compensado pela diminuição do endividamento junto das empresas e do setor não residente. “O endividamento dos particulares aumentou 0,9 mil milhões de euros, sobretudo através da subida do endividamento face às empresas e ao setor financeiro”, conclui o regulador.

Enretanto, e segundo o Jornal de Negócios, apesar do alívio verifcado em junho face a maio, o endividamento da economia portuguesa agravou-se para 360% do PIB, o que compara com 340,8% em março. Um aumento que traduz sobretudo a contração da economia portuguesa e que coloca o rácio em níveis de 2018, anulando assim as quedas registadas nos trimestres pré-pandemia Covid-19.