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Uma dúzia de indicadores que mostram como mudou a economia na pandemia

A pandemia da Covid-19 chegou a Portugal há mais de um ano e muita coisa mudou desde então, nomeadamente na situação económica do país.

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay
Imagem de Gerd Altmann por Pixabay
Autor: Redação

Pandemia, Covid-19, coronavírus, teletrabalho, ensino à distância, confinamento, desconfinamento. Estas foram algumas das palavras e/ou expressões mais usadas no último ano, dando eco a muitas das coisas que marcaram a vida nos últimos 12 meses - desde que foi decretada a pandemia a 11 de março de 2021. Apresentamos-te agora um conjunto de indicadores que mostram como mudou a economia nacional com a súbita chegada do novo coronavírus.

A casa passou a ser local de trabalho e também a sala de aulas. As pessoas viram-se obrigadas a passar mais tempo fechadas dentro de quatro paredes e a sair menos à rua, até porque os estabelecimentos estiveram durante muito tempo encerrados ou a funcionar a meio gás, com o objetivo de travar as ondas de contágios. Os danos deixados pela Covid-19 na economia são muitos e só o tempo ajudará – espera-se – a cicatrizar as feridas ainda abertas. 

Estes 12 indicadores mostram – e ajudam a explicar – o impacto da crise pandémica em vários setores de atividade. Trata-se de um resumo de um artigo (com gráficos) publicado no Jornal de Negócios que pode ser consultado na íntegra neste link.

1 – PIB com maior contração de democracia

Segundo as séries históricas compiladas pelo Banco de Portugal, a queda de 13,9% do PIB foi a maior da democracia.

2 – Emprego aguenta

A economia destruiu 2% dos postos de trabalho em 2020, mas o impacto da crise pandémica foi “menor” devido, por exemplo, ao recurso ao lay-off.

3 – Pessimismo instalado

A confiança das famílias e dos empresários caiu a pique durante a primeira vaga da pandemia, tendo depois recuperado. Atualmente, as famílias mostram-se mais preocupadas com a situação económica do país.

4 – Atividade ainda no vermelho

Dados recentes do Banco de Portuga indicam que, a 21 de fevereiro, o ritmo de atividade ainda estava 2,1% abaixo do valor registado no período homólogo, ou seja, na era pré-pandemia.

5 – Retalho em baixa

O volume de negócios do comércio a retalho atingiu níveis inferiores aos verificados em 2015. Em janeiro de 2021 o índice do comércio a retalho era ainda inferior ao verificado no primeiro mês do ano passado.

Freepik
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6 – Frio fez disparar eletricidade

Com as pessoas “fechadas” em casa, muitas em teletrabalho, e com o frio, o consumo de eletricidade disparou no início do ano. E a fatura da luz também.  

7 – Menos 2.750 veículos a circular

O tráfego nas autoestradas diminuiu 23% num ano, em 2020 face a 2019, tendo havido uma redução superior a 2.750 veículos por dia a circular.

8 – Vendas de carros caem 33,9%

As vendas de veículos novos caíram 33,9% em 2020, o valor mais baixo desde 2014. 

9 – Procura nos metros cai 75%

No final de janeiro de 2021, a procura dos metros de Lisboa e Porto era 25% inferior à verificada no mesmo período do ano passado. Entre março e dezembro de 2020, as principais empresas de transporte público das duas cidades tiveram menos 56% de passageiros.

10 – Consumo de combustível afunda

O consumo de combustíveis afundou no ano passado, quer o usado pelos aviões quer o rodoviário.

11 – Aeroportos com menos pessoas

A queda no tráfego de passageiros nos aeroportos nacionais acentuou-se em janeiro deste ano, tendo recuado 81,5% em termos homólogos.  

12 – Turismo com quebras históricas

Registaram-se cerca de 26 milhões de dormidas em Portugal em 2020, muito menos que nos anos anteriores. É preciso recuar até 1993 para encontrar números semelhantes.