Rússia fornece atualmente 40% do gás natural importado pela UE. Quais serão, então, as alternativas se o país fechar a torneira?
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Gás russo – que alternativas têm os países europeus?
Statista

As consequências económicas da guerra na Ucrânia já se fazem sentir um pouco por todo o mundo, nomeadamente em Portugal, com a subida dos combustíveis, por exemplo. E podem continuar a aumentar, até porque a Rússia fornece atualmente 40% do gás natural importado pela União Europeia (UE). Quais serão, então, as alternativas que têm os países europeus no caso da Rússia fechar a torneira?

Segundo o site Statista, que se apoia em dados da BP, os países da UE teriam de procurar fornecedores de Gás Natural Liquefeito (GNL), que normalmente chega por navio. E em 2020 os principais países exportadores de GNL do mundo foram a Austrália, o Qatar e os EUA. Apesar do Qatar ser o país mais próximo da Europa, o seu governo não tem, para já, falado muito sobre o tema. Está em aberto, no entanto, a possibilidade de se concretizarem contratos de longo prazo com países europeus.  

Em 2020, último ano com dados disponíveis, Portugal importou 56% do seu gás da Nigéria e 17% dos EUA, refere o Statista, salientando que Espanha comprou mais de 35% do seu gás como GNL e que a Itália e a Grécia também se “abasteceram” de gás nos EUA e no Qatar em 2020. 

Atualmente, quase 75% do suprimento da UE (UE-27 e Reino Unido) chega ao continente por gasoduto. Além da Rússia, a Noruega e a Argélia também canalizam grandes volumes para a Europa, mas não terão capacidade de produção adicional para evitar uma escassez no caso de um corte por parte da Rússia

De recordar que a Rússia ameaçou cortar o fornecimento do gasoduto Nord Stream 1. Alexander Novak, vice-primeiro-ministro russo, adiantou que não há qualquer decisão tomada, mas frisou que o país pode fazer um embargo ao fornecimento de gás que passa pelo gasoduto Nord Stream 1, que estará agora trabalhar “em capacidade total”. Recentemente, dias antes do eclodir da guerra na Ucrânia, o chanceler alemão, Olaf Scholz, anunciou que “congelou” as perspetivas russas de avançar com a exportação de gás natural para a Alemanha através do gasoduto recém-construído Nord Stream 2

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