Governadores de bancos centrais internacionais, incluindo a presidente do BCE, Christine Lagarde, manifestaram recentemente a sua solidariedade para com a Reserva Federal dos EUA e o presidente, Jerome Powell, que enfrenta uma ação judicial considerada uma tentativa de intimidação. "Solidarizamo-nos plenamente com o Sistema da Reserva Federal e o seu presidente, Jerome H. Powell", refere a declaração conjunta conhecida dia 13 de janeiro de 2026.
Segundo os signatários desta carta de apoio, "a independência dos bancos centrais é fundamental para a estabilidade de preços, financeira e económica, em benefício dos cidadãos".
Esta declaração surge depois de, no domingo, o presidente da Fed, Jerome Powell, ter dito que a instituição recebeu uma intimação do Departamento de Justiça que pode resultar em acusações criminais tendo em vista a sua destituição, com base numa audiência no Congresso, em junho, durante a qual foi questionado sobre os custos adicionais das renovações na sede da Fed em Washington.
O presidente do banco central defendeu que o procedimento "sem precedentes" assenta num "pretexto", e que a intimação faz parte da pressão contínua, exercida pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a instituição para cortar as taxas de juro de forma mais drástica, mesmo com a inflação a manter-se acima da meta de 2%. Powell declarou ainda que não cederá à pressão do Governo.
A procuradora dos EUA para o Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, disse que a Fed ignorou um contacto do seu gabinete para discutir os custos excessivos da reforma, “tornando necessário o recurso a processos legais — o que não é uma ameaça”.
A Presidência dos Eua negou, entretanto, que Donald Trump esteja por trás da investigação lançada pelo Departamento de Justiça, que pode resultar em acusações criminais e na destituição do líder do banco central, Jerome Powell.
A Casa Branca considera Powell "mau naquilo que faz", mas disse que não ordenou a investigação.
Em 29 de dezembro, Donald Trump tinha já avançado a possibilidade de acusar Powell por causa dos custos das renovações na sede da Fed em Washington.
A carta agora conhecida é assinada, entre outros, pela presidente do BCE, Christine Lagarde, pelo governador do Banco de Inglaterra, Andrew Bailey, junto com os seus homólogos da Suécia, da Austrália, do Canadá, da Coreia e do Brasil, entre outros.
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