Inflação na zona euro acelera em fevereiro - energia sem culpa

Preços da energia continuaram no negativo, revela Eurostat. Guerra no Irão só escalou no último dia de fevereiro.
Inflação na zona euro
Eurostat

A taxa anual da inflação na zona euro acelerou ligeiramente em fevereiro para 1,9%, mais 0,2 pontos percentuais face ao primeiro mês de 2026. Os preços da energia continuaram a contribuir negativamente para o cálculo da inflação, uma vez que ainda não tinha absorvido os custos do choque energético provocado pela guerra no Irão

O Eurostat confirmou esta quarta-feira, dia 18 de março, que a taxa de inflação homóloga da zona euro fixou-se nos 1,9% em fevereiro, tendo acelerado face à taxa registada em janeiro (1,7%). Mas continua abaixo da inflação observada um ano antes, de 2,3%. “A inflação anual da União Europeia (UE) foi de 2,1 % em fevereiro de 2026, contra 2,0% em janeiro. Um ano antes, a taxa era de 2,7 %”, lê-se no boletim.

Publicidade

Entre os 27 Estados-membros, a taxa de inflação é medida pelo Índice Harmonizado dos Preços no Consumidor (IPHC). Os países que registaram taxas de inflação mais baixas foram a Dinamarca (0,5%), Chipre (0,9%) e a República Checa (1,0%). Já as taxas anuais mais elevadas da UE foram observadas na Roménia (8,3%), Eslováquia (4,0%) e Croácia (3,9%).

Em Portugal, a inflação medida pelo IHPC avançou para os 2,1% em fevereiro face ao valor de janeiro (1,9%), mas abrandou quando comparado com o mês homólogo (2,5%). E está acima da média da zona euro.

Inflação na zona euro
Eurostat

O serviço estatístico europeu confirmou também a subida dos preços nas principais componentes da taxa de inflação. “Em fevereiro de 2026 , os serviços (+1,54 pontos percentuais), a alimentação, o álcool e o tabaco (+0,48 pontos percentuais) e os bens industriais não energéticos (+0,17 pontos percentuais) contribuíram positivamente para a taxa de inflação anual da zona euro”, revela.

A única exceção foi a energia que “contribuiu negativamente” para a inflação na zona euro, uma vez que a variação de preços manteve-se em terreno negativo, passando de -4% em janeiro para -3,1% em fevereiro. Os efeitos da guerra no Irão nos preços da energia ainda não estão refletidos neste indicador, uma vez que o conflito só se agravou no último dia de fevereiro. Mas tudo indica que o choque energético e a consequente subida dos preços vão passar a refletir-se na inflação brevemente, tal como antecipam os especialistas de mercado.

Para poder comentar deves entrar na tua conta

Acompanha toda a informação imobiliária e os relatórios de dados mais atuais nas nossas newsletters diária e semanal. Também podes acompanhar o mercado imobiliário de luxo com a nossa newsletter mensal de luxo.

Segue o idealista/news no canal de Whatsapp

Whatsapp idealista/news Portugal