O preço do cabaz alimentar essencial voltou a subir e atingiu esta semana um novo máximo histórico, acentuando a pressão sobre os orçamentos das famílias. O conjunto de 63 produtos básicos analisados pela Deco Proteste passou a custar 254,32 euros, o valor mais elevado desde o início deste acompanhamento em 2022. Em apenas um ano, o mesmo cabaz custa agora mais 17,37 euros, num contexto marcado pela perda de poder de compra e por sucessivos aumentos no custo de vida.
Segundo a Deco Proteste, citada pelo ECO, os consumidores gastavam no início deste ano menos 12,49 euros para comprar exatamente os mesmos produtos, o que representa uma subida de 5,16% em apenas alguns meses. Na última semana, entre 11 e 18 de março, o aumento foi mais ténue – 19 cêntimos – mas alguns produtos registaram disparos expressivos:
- Os cereais de fibra encareceram 28% para 4,73 euros;
- O pão de forma sem côdea subiu 13% para 2,57 euros;
- Os cereais integrais avançaram 11% para 4,10 euros.
Em comparação com o mesmo período de 2023, destacam-se ainda as fortes subidas da couve-coração (45%), do robalo (36%) e do café torrado moído (30%).
A Deco Proteste recorda que, no início de 2022, era possível comprar o mesmo cabaz por menos 66,62 euros, uma diferença de 35,49% face aos preços atuais, com aumentos particularmente acentuados na carne de novilho para cozer (121%), na couve-coração (87%) e nos ovos (84%). Este agravamento coincide com a recente subida dos combustíveis, influenciada pelo conflito no Médio Oriente, e reacende o debate político e empresarial sobre medidas de mitigação.
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