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Sabes quantos governantes estão expostos à queda do império Espírito Santo?

Autor: Redação

Entre acionistas de empresas do Grupo Espírito Santo que faliram e portadores de contas com mais de 100 mil euros no BES,16 governantes portugueses expostos à queda do império liderado por Ricardo Salgado. A maioria destes declarava ter depósitos a prazo e Planos Poupança Reforma. Sabes qual foi o único que se salvou a tempo?

O Público noticia que, dos três governantes que, no passado dia 31 de julho, assinaram o decreto (Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro, o secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, Hélder Reis, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete) que alterou o regime das instituições de crédito e sociedades, apenas Machete tinha alguns milhares de euros investidos no Grupo Espírito Santo. No fundo ES Monetário, Machete investira 10.790,32 euros, em 1436 "unidades de participação".

Não era o ministro mais "exposto" ao GES. O seu colega da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco tinha, segundo os dados que declarou em 2011 citados pelo Público, mais de 370 mil euros, em "aplicações financeiras, fundos, gestão de carteiras, banca-seguros e carteira de títulos".

No Governo, alguns secretários de Estado tinham comprado centenas de milhar de euros em dívida do GES. Pedro Pereira Gonçalves, titular da pasta da Inovação, na equipa de António Pires de Lima, na Economia, investira 290 mil euros em obrigações do falido Espírito Santo Banque Privée, que lhe geria também 107 mil euros em fundos, além de 19.492 ações do BES e 200 da Espírito Santo Financial Services.

Nuno Brito, secretário de Estado da Alimentação, detinha, à data, 100 mil euros em obrigações da Espírito Santo Financial Group, a holding que era dona da maior parte das ações do BES, e que entrou em falência no Luxemburgo após as autoridades daquele país, onde tinha sede, terem rejeitado, em outubro, um pedido de "gestão controlada".

O único governante no total dos 16 afetados que se libertou, a tempo, da sua exposição ao grupo foi António Pires de Lima, ministro da Economia.