Orçamento do Estado para 2016 tem mesmo de ser apresentado até 15 de outubro, diz Bruxelas

Orçamento do Estado para 2016 tem mesmo de ser apresentado até 15 de outubro, diz Bruxelas
GTRES

O novo Governo de Portugal, saído da nova coligação PSD-CDS, terá mesmo que apresentar na próxima semana o projeto de Orçamento do Estado (OE) para 2016. Esta é a convição da Comissão Europeia, depois de ter sido criada a expetativa de que este ano o prazo de 15 de outubro poderia ser dilatado por causa da proximidade das eleições.

"Não vemos nenhuma razão para alterar a data (...) As datas não mudam", mesmo em cenários de eleições, declarou o comissário dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, citado pela Lusa, no final de uma reunião de ministros das Finanças da zona euro, no Luxemburgo, referindo-se à data limite prevista no quadro do "semestre europeu" de coordenação de políticas económicas, que prevê que os Estados-membros da zona euro devem entregar os planos de orçamento para o ano seguinte a Bruxelas até 15 de outubro.

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O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, também referido pela agência de notícias, apontou que "a data de 15 de outubro é uma data fixada, aplicável a todos os países" do euro, mas sublinhou que o procedimento relativamente a Portugal, que teve eleições legislativas no domingo, deverá ser aquele que já se verificou no passado com outros Estados-membros cujo processo de apresentação dos planos orçamentais coincidiu com o da formação de um novo governo.

"No passado tivemos em conta os países que estão no processo de formar um novo governo, e por vezes complementam as suas propostas orçamentais uma vez que há um novo governo, pelo que presumo que agiremos da mesma forma com Portugal", disse.

Sublinhando que, nesta fase, não é necessário o documento ser aprovado pelo parlamento -- pois a ideia é precisamente a Comissão Europeia emitir a sua opinião e eventuais recomendações antes de o procedimento ser concluído em sede parlamentar de cada país -, Dijsselbloem explicou que, uma vez formado e em funções, o novo governo poderá complementar as propostas numa fase posterior.

"Percebo a questão, porque há uma complexidade com as eleições e a formação de um novo governo, mas não é a primeira vez que temos que lidar com um novo governo no meio deste processo. Por isso, em princípio, as mesmas datas aplicam-se a Portugal, e possivelmente um novo governo quererá complementar as propostas numa fase mais adiantada no ano, já fizemos isso antes", disse.

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