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BPI: Isabel dos Santos e espanhóis do CaixaBank fecham acordo no prazo limite

Autor: Redação

Depois de uma larga e atribulada novela de negociações falhadas, os dois maiores acionistas do BPI chegaram este domingo finalmente a um acordo, que permite resolver o problema do banco português, liderado por Fernando Ulrich, em Angola. Ontem, 10 de abril, terminava exatamente o prazo estipulado pelo Banco Central Europeu (BCE) para um acordo entre as partes.

O Banco BPI, em comunicado enviado à CMVM, tornou público ter sido informado pelo CaixaBank, S.A. e pela Santoro Finance – Prestação de Serviços, S.A. que "encerraram hoje com sucesso as negociações que os envolveram para encontrar uma solução para a situação de incumprimento pelo Banco BPI do limite de grandes riscos”, sem concretizar os termos do acordo.

Afinal qual é a solução para o BPI?

O Jornal de Notícias diz, no entanto, que empresária angola vai reduzir a sua participação no banco liderado por Fernando Ulrich e comprar uma posição maioritária no Banco de Fomento de Angola. O acordo prevê, ainda, que o BFA passe a ser cotado na Bolsa de Lisboa, reforçando a liquidez do banco angolano.

O desenho final do acordo, segundo conta ainda o diário, começou a ser trabalhado há cerca de 15 dias e o desfecho das negociações foi conhecido ao final de domingo, depois de uma longa maratona negocial que sentou à mesa a administração do BPI (onde estão representados os principais acionistas do banco).

Mas, para que seja oficialmente válido, este acordo terá ainda de ser submetido à aprovação dos órgãos sociais das empresas envolvidas, nomeadamente do BPI, do CaixaBank e da Unitel (entidade através da qual a empresária Isabel dos Santos controla 49,9% do Banco de Fomento de Angola). Isabel dos Santos controla 18,6% no banco, através de uma participação detida pela Santoro Finance e controla mais 2,3% do através do Banco BIC. 

Nova OPA do CaixaBank

Além disso, falta ainda saber se o banco espanhol CaixaBank (que detém 44% do BPI) vai ou não ser obrigado a lançar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o restante capital do BPI e a que preço.

No ano passado esta instituição lançou uma operação deste tipo no valor de 1,1 mil milhões de euros para comprar os restantes 56%, uma iniciativa que acabou por não vingar.