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Imobiliário português em alta. Residências para estudantes e idosos ajudam a dar dinamismo

Autor: Redação

O setor imobiliário deverá voltar a mostrar dinamismo este ano em Portugal, nomeadamente no segmento da habitação. As residências para estudantes e idosos, por exemplo, estão a ajudar a relançar o mercado.

Em causa estão dados que constam no estudo “Mercado Imobiliário em Portugal: Análise 2015 –Perspetivas 2016”, da consultora imobiliária JLL. “Na habitação, Portugal está hoje perante um dos melhores momentos do mercado e tudo indica que 2016 será novamente um ano de grande atividade, com o segmento a assumir-se como o motor da atividade imobiliária em Portugal e um dos impulsionadores da reabilitação urbana”, lê-se no documento.

Segundo a consultora, “uma das tendências que já começou a notar-se em 2015 foi o surgimento de novos formatos de alojamento, nomeadamente a conversão de edifícios para alojamento de estudantes ou para residências sénior”. “Em 2016, a procura deverá resultar tanto do público internacional como doméstico, já que o ano passado ficou também marcado pelo regresso deste último mercado”, conclui o relatório.

No que diz respeito ao segmento escritórios, os dados preliminares do primeiro trimestre apontam para um aumento da absorção (homólogo) na ordem dos 21%, para 35.552 m2. A área média arrendada neste período foi de 790 m2, quase o dobro dos 388 m2 verificados nos primeiros três meses de 2015.

“Tudo indica que 2016 será um ano de grande atividade e de contínua consolidação do setor. Portugal está na moda e não razões para deixar de o estar. Não é uma condição temporária. É uma oportunidade concretizada que temos que consolidar”, disse Pedro Lancastre, diretor geral da JLL Portugal, em comunicado. “Aos olhos da comunidade internacional, o país exibe transparência e credibilidade, aliada a outros fatores intrínsecos como a segurança, o clima, a gastronomia, a beleza e a simpatia”, acrescentou.