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Estudo compara competitividade fiscal do imobiliário em Portugal com a de quatro países

Autor: Redação

Portugal entrou definitivamente no radar dos investidores internacionais. E o setor imobiliário, que tem vindo a assumir um papel determinante no crescimento da economia nacional, funciona como porta de entrada de investimento. É neste contexto que é apresentado esta quarta-feira (28 de fevereiro) o estudo “Tax competitiveness study in the real estate sector”, que compara a competitividade fiscal do imobiliário em Portugal com outros quatro países: Espanha, Itália, Holanda e Alemanha.

Trata-se de um estudo realizado pela Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII) e pela consultora EY que tem como objetivo analisar o nível de competitividade de Portugal de uma perspetiva fiscal no que diz respeito ao setor imobiliário – a cerimónia de apresentação realiza-se às 17 horas e decorre no Hotel Tivoli Lisboa.

Introdução das SIPI em cima da mesa 

Em declarações ao idealista/news, Pedro Fugas, partner da EY, refere que, “no âmbito do investimento imobiliário, a escolha de uma jurisdição e a implementação de uma estrutura adequada tem grande impacto ao nível da eficiência dos investimentos como um todo, mitigando eventuais ineficiências fiscais e assegurando a obtenção de determinados níveis de rendimentos”. 

Segundo o responsável, o mercado imobiliário português tem um “potencial endógeno” que advém “dos preços mais baixos e das yields atrativas” quando comparado com outros países. Potencial esse que pode ser “acompanhado por medidas que potenciem a competitividade de Portugal como mercado de investimento imobiliário atrativo”. “Entre os principais pontos de destaque, saliente-se a recomendação para introduzir a figura das Sociedades de Investimento em Património Imobiliário (‘SIPI’)”, que já existem nos países abordados no estudo, adianta Pedro Fugas.

Também Hugo Santos Ferreira, vice-presidente da APPII, enaltece a importância deste estudo, frisando que “era muito importante” saber até que ponto o setor imobiliário português “é competitivo a uma escala internacional e que aspetos podem e devem ser melhorados em prol dessa mesma competitividade”.

“Se queremos ser atrativos para investimento, não há dúvida que temos de ser competitivos de um ponto de vista internacional e em especial com os nossos mais diretos concorrentes, isto é, com os demais países europeus, onde se salientam, por exemplo, a Alemanha, a Espanha, a Holanda, ou a Itália, precisamente os países alvo deste estudo comparativo”, conclui Hugo Santos Ferreira.