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Auditor duvida de avaliação de 200 milhões do terreno do Novo Banco

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Autor: Redação

O terreno das Amoreiras para onde o Novo Banco deverá transferir a sua sede e outros serviços foi avaliado em mais de 200 milhões de euros. O valor atribuído pelos peritos não está, ainda assim, a gerar consensos. O auditor do fundo de investimento imobiliário, dono do terreno em causa, tem dúvidas sobre as avaliações que foram feitas.

"Apesar de as avaliações dos imóveis terem sido preparadas de acordo com as regras da CMVM, os valores de avaliação atribuídos pelos peritos independentes têm implícito um conjunto de pressupostos cuja aderência se reveste de elevada incerteza, nomeadamente no que refere aos prazos previstos para a construção e venda de imóveis", lê-se no relatório de auditoria, anexo ao relatório e contas de 2017 do Fundo de Investimento Imobiliário Fechado das Amoreiras, citado pelo Jornal de Negócios.

O auditor considera existirem dúvidas sobre as bases que conduziram àquele preço – o terreno, destinado à construção e desenvolvimento de um projeto imobiliário, foi avaliado em 206.255,920 milhões de euros –  e acredita que “poderão verificar-se diferenças significativas entre os pressupostos considerados nas avaliações". Por causa disso, não lhe é possível "concluir quanto ao seu potencial impacto no valor de realização destes ativos do fundo".

Trata-se, na realidade, de uma nova posição assumida pela empresa. Recorda a publicação que no relatório de auditoria às contas de 2016 do fundo imobiliário, a cargo da mesma entidade, não havia este alerta em relação à avaliação.

Novo Banco quer construir megaprojeto imobiliário

As últimas notícias davam contam que, para financiar o novo mega projeto – que concentra escritórios, habitação e comércio e que vai acolher a nova sede do banco –, a instituição estava a ponderar vender 11 edifícios na grande Lisboa, entre os quais o prédio ícone do GES na Avenida da Liberdade, onde há mais de 60 anos funciona a sede do antigo BES, agora Novo Banco.

O objetivo da gestão de António Ramalho, à frente do Novo Banco desde 2015, seria o de construir uma nova sede para concentrar todos os serviços e departamentos, onde fiquem a trabalhar cerca de metade dos trabalhadores a nível nacional, segundo noticiava o Expresso, em julho.

O projeto poderá custar entre 100 e 120 milhões de euros, que o banco pretende autofinanciar com o encaixe da venda do portefólio imobiliário em curso. 

De recordar que esta parcela de terreno foi parar às mãos do Novo Banco por herança do Banco Espírito Santo (BES), o principal financiador de Vasco Pereira Coutinho, dono da empresa de promoção imobiliária Temple, que detinha os terrenos.