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Novo Banco está a vender carteira com 9.000 ativos entre casas, lojas e terrenos (alguns com inquilinos)

Novo Banco
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Autor: Redação

A venda de carteiras de imóveis do setor financeiro - bancos e seguradoras - está cada vez mais dinâmica no mercado nacional. Depois da Tranquilidade e da Fidelidade, agora é a vez do Novo Banco colocar um portfólio de 9.000 ativos imobiliários, a maioria dos quais situados em Lisboa e no Porto. Cerca de metade são residenciais, um quarto são imóveis comerciais e os restantes 25% são terrenos.

Com a designação de "Project Viriato", esta operação imobiliária é assessorada pela Alantra e está avaliada em mais de 700 milhões de euros, a que corresponde um valor médio por cada um dos ativos em de 77.778 euros.

Fonte próxima do negócio disse ao idealista/news que "o valor final vai, no entanto, depender muito da qualidade dos imóveis, porque dentro de uma carteira tão grande há de tudo e é preciso que existam bons ativos que compensem outros menos bons", precisando que "dentro deste leque de imóveis existem inquilinos".

Esta carteira representa cerca de 30% do total de imóveis que a instituição presidida por António Ramalho pretende vender, sendo que na apresentação das contas semestrais foi divulgado que os imóveis não estratégicos do Novo Banco valem, em termos líquidos (portanto, já após imparidades), 2.361 milhões de euros.

O banco, segundo a Debtwire que avançou com a notícia - citada pelo Jornal de Negócios - convidou a Anchorage Capital Partners, o Bain Capital Credit e o Arrow Global (onde a ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque é administradora não executiva) a apresentarem propostas.

E a agência de notícias financeiras, que cita duas fontes próximas do negócio, revelou ainda que as ofertas vinculativas para estes ativos imobiliários não estratégicos terão de ser apresentadas até ao início do próximo mês de outubro. 

Project Nata: venda de carteira de crédito malparado em paralelo

Por outro lado, o Novo Banco tem em curso uma operação de venda de crédito malparado, denominada Project Nata. Também a Debtwire avançou, na semana passada, que a instituição financeira que resultou do antigo BES estava a arrancar com a venda de 1,75 mil milhões de euros em crédito malparado - cerca de 20% do total de malparado do banco.

Nesse caso, segundo a agência financeira - mais uma vez citada pelo Jornal de Negócios -, o banco conta com a assessoria da Alantra, da KPMG e do Morgan Stanley nessa operação. Este processo divide-se em duas parcelas: uma, no valor de 550 milhões de euros, relativa a grandes créditos, concentrados em 54 devedores;  e outra, no montante de 1,2 mil milhões de euros, relativa a 62.600 devedores.