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Almirante Reis, Intendente, Rua da Palma e Martim Moniz, as próximas zonas sensação da capital

Cushman & Wakefield
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Autor: Redação

Os tempos áureos de Lisboa parecem ter vindo para ficar. À boleia do turismo, do investimento imobiliário (estrangeiro e nacional) e dos estudantes internacionais, por exemplo, são várias as zonas da capital que estão a “renascer das cinzas”. É o caso do eixo da Avenida Almirante Reis-Intendente-Rua da Palma-Martim Moniz, zonas que têm tudo para causar sensação nos próximos tempos.

“A Avenida Almirante Reis, em particular a secção delimitada pela Praça do Martim Moniz, Rua da Palma e Intendente, é um excelente exemplo da miscigenação cultural e comercial que a cidade tem experienciado ao longo dos séculos, conferindo-lhe a reconhecida natureza integrante retratada nas diferentes atividades económicas de retalho, residencial, hotelaria, escritórios e diversos serviços públicos”, refere em comunicado Cushman & Wakefield (C&W).

Segundo a consultora, “a transformação deste eixo será a ‘next big thing’ na cidade de Lisboa, onde a oferta de conceitos alternativos e inovadores com forte componente étnica irá caracterizar as diferentes atividades económicas, culturais e de lazer, proporcionando uma nova experiência ‘bairrista’ e trazendo mais-valias futuras para a cidade, os seus habitantes e visitantes”. 

Cushman & Wakefield
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Esta é, de resto, uma das principais conclusões da mais recente análise “Lisboa What’s Next”, do grupo de estudo “City Thinkers” da C&W. Um estudo que visa “pensar a cidade numa ótica de desenvolvimento sustentável a nível social, comercial e de investimento, tendo por base ocorrências atuais e tendências futuras”, explica a empresa.

A consultora considera que há “um claro movimento positivo e renovador deste eixo, bem patente na recuperação da Praça do Intendente com uma dinâmica de lazer e artística própria, nos conceitos de hotelaria não-padronizados e hostels desenvolvidos recentemente ou previstos para esta área”. 

“Perspetiva-se também a coexistência de uma oferta de retalho tradicional e alternativo, que deverá ser ancorada em conceitos de restauração inovadores e cosmopolitas, particularmente concentrada em redor da Praça Martim Moniz, que acabará por absorver a procura local e turística, oferecendo uma nova experiência aos habitantes e visitantes de Lisboa”, lê-se documento.

Para Ricardo Reis, que é partner na C&W e lidera o grupo “City Thinkers”, o eixo em causa tem um “potencial significativo para se diferenciar e posicionar no contexto económico e social da capital como um destino consolidado por natureza e vontade própria”. “Este potencial de diferenciação configura-lhe uma unicidade e autenticidade genuina”, conclui.

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