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Saldanha renovado “mexe” com Lisboa – atrai cada vez mais turistas, moradores e empresas

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Autor: Leonor Santos

Lisboa está diferente: arrojada, ativa e mais bonita. A cidade mudou e tornou-se “sensação” um pouco por todo o mundo, atraindo turistas e, sobretudo, investimento. À boleia da dinâmica imobiliária, em baixo nos tempos de crise, os edifícios devolutos e feios deram lugar a projetos de reabilitação sofisticados que revitalizaram a cidade. De entre as zonas “florescidas” da capital destaca-se o Saldanha, cada vez mais apetecível para os segmentos da hotelaria e escritórios, por exemplo. Mas, afinal, porque é que esta zona está diferente? O que é que mudou?

“Desde que foi feita a reabilitação do espaço público nas Avenidas Novas que se sentiu uma grande mudança na vivência nesta zona, com muito mais gente a circular a pé e nas ciclovias, e com as esplanadas a trazer atividade às ruas”, explica Maria Empis, Head of Research na JLL, em entrevista ao idealista/news. A especialista diz que há muito mais pessoas a frequentar aquela zona, destacando o aparecimento de novos hotéis e escritórios na área.

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Trata-se de uma zona apetecível que atrai cada vez mais empresas para instalar os seus escritórios pela sua centralidade - ótimas acessibilidades via transportes públicos - , uma tendência que impulsiona o aparecimento de serviços complementares, como restaurantes e comércio, capazes de satisfazer as necessidades dos colaboradores.

Mas quem é que, afinal, procura esta zona e porquê? Falamos “principalmente das pessoas que vivem e trabalham nos escritórios”, e que necessitam de ter “oferta de comércio e serviços para as necessidades do dia a dia”, diz Maria Empis, referindo o aumento da procura de lojas por parte dos retalhistas para dar resposta a esta procura. Atualmente, o preço por metro quadrado (m2) para os escritórios ronda os 23 euros, sendo que no comércio de rua a renda situa-se nos 50 euros. No residencial, o valor prime está na casa dos 6.000 euros por m2.

Saldanha fervilha, mas Av. da Liberdade ainda é “rainha”

“A reabilitação dos edifícios e melhoria dos espaços públicos trouxe mais gente a este eixo e isso contribuiu para a crescente procura por parte das marcas, principalmente, restaurantes (Av. Duque d’Ávila e Av. da República), ginásios e serviços como clínicas e bancos. Outra atividade que se expandiu bastante foram os supermercados”, indica ainda a responsável.

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A remodelação integral do edifício Monumental (escritórios e retalho), remodelação do centro comercial Saldanha Residence (retalho), e do Casal Ribeiro 37 (residencial), são exemplos de projetos que marcam esta dinâmica. Mas há outros. A especialista destaca a Torre FPM 41, ocupada na grande maioria pela sociedade de advogados PLMJ, a abertura da loja do Cidadão no Mercado 31 de Janeiro e o remodelação do Saldanha Residence. Não pode ser esquecida, ainda, a Operação Integrada de Entrecampos, que “não só vem consolidar a zona”, como “surge como projeto de referência para a toda a cidade, região e país”, nas palavras de Maria Empis.

Maria Empis, Head of Research da JLL / JLL
Maria Empis, Head of Research da JLL / JLL

Apesar da vivacidade, e de toda a dinâmica, a responsável da JLL acredita que a zona não vai retirar importânica à “artéria” da capital, ou seja, à Avenida da Liberdade, “cuja dinâmica é muito própria e direcionada ao luxo na hotelaria, retalho, residencial e super prime para escritórios”.

Ainda assim, a especialista imobiliária reforça o facto do eixo Saldanha ser uma zona de Lisboa muito bem servida de transportes públicos, comércio, serviços e ainda com margem para crescimento - quer pelos novos edifícios que irão surgir em Entrecampos ou pela novas reabilitações (de que é exemplo o Monumental). E isto pode ser “relevante para a sua consolidação enquanto referência nas áreas de escritórios e residencial, onde o retalho de rua, de restauração e de conveniência têm tido uma importância vital”.