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Vistos gold atraem cada vez mais brasileiros (e menos chineses)

O investimento chinês captado através dos vistos gold caiu 11% até setembro, face a igual período de 2018, para 180 milhões de euros.

Photo by sergio souza on Unsplash
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Autor: Redação

O investimento chinês captado através dos vistos gold caiu 11% até setembro, face a igual período de 2018, para 180 milhões de euros - são menos 23 milhões do que no ano anterior, de acordo com dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Mas há uma nacionalidade a destacar-se e a conquistar terreno: nos primeiros nove meses do ano foram concedidos 176 vistos dourados a cidadãos de origem brasileira, cujo investimento total ascendeu a 132,6 milhões de euros, mais 46,5% que há um ano.

O investimento oriundo da Turquia também sofreu uma quebra. Recuou 48,5% entre janeiro e setembro, face ao mesmo período de 2018, para 38,5 milhões de euros, no total de 71 vistos atibuídos, segundo a Lusa. No Top 5 por nacionalidades aparecem ainda os Estados Unidos, totalizando 38,5 milhões de euros até setembro, com 49 Autorizações de Residência para Atividade de Investimento (ARI) concedidas. A Rússia, com 40 vistos gold, totalizou um investimento de 26,3 milhões de euros neste período.

No mês de setembro, o total de investimentos captados por esta via foi de 48.450.021,42 euros, uma subida de 29,7% face ao registado em igual mês de 2018 (37 milhões de euros). Já face ao mês anterior registou-se uma diminuição de 41%.

Em quase sete anos – o programa foi lançado em outubro de 2012 –, o investimento totalizou 4.851 milhões de euros, com a aquisição de imóveis a somar 4.378 milhões euros. Os vistos dourados atribuídos por via da transferência de capital ascendem a 472,5 milhões euros.

Desde 2012 foram concedidos 7.960 vistos: dois em 2012, 494 em 2013, 1.526 em 2014, 766 em 2015, 1.414 em 2016, 1.351 em 2017, 1.409 em 2018 e 998 este ano.