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É oficial: Bankinter e Sonae Sierra lançam a primeira SIGI em Portugal

A carteira de imóveis sob gestão será superior a 500 milhões de euros.

Bankinter
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Autor: Redação

Está criada a primeira Sociedade de Investimento e Gestão Imobiliária (SIGI) em Portugal. Depois do sucesso alcançado em Espanha com a Olimpo Real Estate SOCIMI, lançada em fevereiro de 2017, o Bankinter e a Sonae Sierra decidiram replicar o modelo em Portugal, tendo já realizado o registo comercial da Olimpo Real Estate Portugal como SIGI. O anúncio oficial vem confirmar a notícia já antes avançada pelo idealista/news.

O alargamento da parceria Bankinter/Sonae Sierra a Portugal permitirá abranger uma carteira de imóveis sob gestão superior a 500 milhões de euros, “ao nível dos maiores 'players' ibéricos”, pode ler-se no comunicado enviado às redações. A Sonae Sierra será responsável pela gestão da carteira imobiliária e a gestão administrativa da sociedade, e o Bankinter será o gestor estratégico do veículo.

 “A criação da SIGI ORES Portugal representa uma oportunidade única e exclusiva para os nossos clientes private diversificarem os seus investimentos, beneficiando de um instrumento financeiro inovador em Portugal, a ser admitido à negociação em mercado, gerido por parceiros de referência e com potencial de rentabilidades muito interessantes no atual contexto de juros baixos”, comenta Pedro Lobo, diretor de private banking do Bankinter em Portugal.

Pedro Caupers, administrador executivo responsável pela área de investimento da Sonae Sierra, destaca a “experiência internacional enquanto gestores de investimento em ativos imobiliários” que vai permitir “criar um veículo pioneiro em Portugal, que poderá apresentar uma rentabilidade muito interessante, consolidando a nossa posição de liderança no desenvolvimento de soluções inovadoras, para responder às ambições dos nossos investidores e parceiros”.

A Banca de Investimento do Bankinter revela ter estruturado esta operação em formato semelhante ao que tem utilizado em Espanha, onde existem sete fundos de financiamento alternativo com ativos que totalizam cerca de 3.000 milhões de euros, investidos em distintos setores: hoteleiro, energias renováveis, residências de estudantes, venture capital e imóveis comerciais.