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Vistos gold: investimento chinês em Portugal cai 32% até maio – e brasileiro também recua

Entre janeiro e maio, o montante total resultante da concessão de vistos gold oriundo da China foi de 65,5 milhões de euros.

Joshua Sortino on Unsplash
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Autor: Redação

O investimento chinês captado através dos vistos gold – Autorizações de Residência para Atividades de Investimento (ARI), na designação oficial – caiu 32% nos primeiros cinco meses do ano, face ao período homólogo, para 65,5 milhões de euros, de acordo com dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Uma queda acentuada que se verificou também por parte dos investidores brasileiros.

Entre janeiro e maio, o montante total resultante da concessão de “vistos dourados” (como também são conhecidos os vistos gold) oriundo da China foi de 65,5 milhões de euros, num total de 119 vistos atribuídos, menos 32% face ao mesmo período de 2019. Segundo a Lusa, que se apoia em dados do SEF, nos primeiros cinco meses do ano passado, o investimento chinês captado através deste instrumento tinha sido de 97 milhões de euros, num total de 173 vistos dourados.

Vistos brasileiros também em queda

Também o investimento proveniente do Brasil registou uma quebra, na ordem dos 34%, para 41,6 milhões de euros, num total de 62 ARI. Um ano antes, o investimento era de 63 milhões de euros, tendo sido concedidos 87 vistos.

A mesma tendência seguiu o investimento de origem turca, que no final de maio ascendia a 18,8 milhões de euros (38 ARI), menos 21,6% do que os 24 milhões de euros (46 vistos gold) registados entre janeiro e maio de 2019.

Ainda no top cinco de investimento por nacionalidades este ano constam a Rússia, com 21,1 milhões de euros (33 ARI), e Índia, com 15 milhões de euros (33 ARI).

Estes dois países substituem EUA e África do Sul, que em igual período do ano passado totalizaram 13,4 milhões (21 ARI) e 10,5 milhões de euros (21 ARI), respetivamente.

De recordar que, em maio, o investimento captado através dos vistos gold quase triplicou (192%) face ao mesmo mês do ano passado, para 146 milhões de euros. Foi, de resto, o valor mensal mais alto de investimento captado desde março de 2017, quando foram angariados 192,4 milhões de euros em ARI.