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Fim dos vistos gold em Lisboa e Porto pode custar 700 milhões por ano à economia, avisam promotores

O processo tinha ficado em 'stand by' por causa da pandemia, mas o Governo está disposto a avançar com as alterações ao regime até ao final do ano.

Photo by Fabrizio Verrecchia on Unsplash
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Autor: Redação

O fim dos vistos gold em Lisboa e Porto poderá estar mais próximo que o esperado, agora que o Governo se mostrou disposto a avançar com o diploma de restrições até ao final do ano. Mas a notícia não caiu bem a muitas vozes do setor. A Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII), por exemplo, já reagiu ao eventual fim do programa, e adianta que esta medida poderá custar 700 milhões de euros por ano à economia portuguesa. Acredita, de resto, que o Governo está prestes a “decapitar” o único setor que resiste à crise.

No entender da APPII, esta medida “vai ditar o fim de grande parte do investimento estrangeiro em Portugal, que desde 2014 já representou um investimento que ascende a 25.000 milhões de euros”, lê-se no comunicado enviado às redações. Lembra ainda que em 2019 este programa “representou 700 milhões de euros em investimento e 85 milhões de receita para o Estado em impostos diretos”.

“O programa vistos gold é um dos principais propulsores daquele que é hoje considerado consensualmente um dos motores da economia – o imobiliário, que representa 15% do PIB nacional – e que contribui decisivamente para a regeneração e dinamismo que se verificou nas principais cidades portuguesas, beneficiando a economia, concretamente a hotelaria, restauração, no comércio, etc..”, defende Hugo Santos Ferreira, vice-presidente executivo da APPII.

O responsável acredita que este regime “é demasiado importante" para o país e para a  economia "para ser vítima de tentativas vãs de jogo político" e que agora deixa todos aqueles que acreditaram e investiram na economia "com as expetativas desfraldadas”. Trata-de de “um erro de estratégico com efeitos nefastos para a reputação do nosso país cujas consequências não conseguimos antever ainda sequer”, defende.