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2021, o ano das oportunidades no imobiliário?

Em plena crise, e prestes a fechar 2020, importa aprender lições, identificar tendências e olhar para os dados, para triunfar no próximo ano.

Photo by Matthew T Rader on Unsplash
Photo by Matthew T Rader on Unsplash
Autor: Redação

Todos desejamos a vinda de 2021, com a expetativa de que tudo melhore. Mas não nos podemos esquecer do presente ano, marcado pela pandemia da Covid-19, para nos prepararmos melhor para o futuro. No imobiliário, como no mundo, tudo mudou em 2020, mas, na verdade, tudo continuou igual: continuamos a comprar, a vender e a arrendar casas, a trabalhar, a viajar, simplesmente os nossos gostos e necessidades adaptaram-se ao momento vivido.

Diferente de outros setores, como o da restauração e do turismo fortemente afetados pela crise, o setor imobiliário está mais forte, mais digital e mais preparado, tal como explica António Marques, diretor comercial do idealista em Portugal, neste artigo preparado para o idealista/news. "Ajudou termos já vivido outras crises, termos custos fixos mais baixos comparados com outros setores, mas principalmente o facto de termos visto o incrementar de uma tendência que foi a da digitalização do setor, especialmente a nível de marketing, que acelerou e irá continuar a níveis que demoraríam mais 10 anos numa realidade normal”, analisa, argumentando.

Com o marketing digital a reduzir custos, torna-se possível alcançar qualquer comprador em qualquer ponto do país ou mundo (Portugal continua e continuará a ser apelativo a compradores ou investidores estrangeiros) à distância de um click.

Prova disso é que o idealista registou níveis totalmente recorde em tráfego, sendo 2020 o melhor ano de sempre, cerca de 44% superior ao mesmo período homólogo de 2019. Obviamente, o contacto pessoal não deixou de existir, simplesmente os intervenientes do mercado passaram para o mundo digital para continuar a fazer negócios, explorando e gerando aí novas janelas de oportunidade de negócio.

Com o confinamento muitos de nós passámos a valorizar outro tipo de casa e com mais espaço, pelo facto de passarmos mais tempo dentro do lar e em teletrabalho. Verificámos um maior crescimento na procura de imóveis com mais espaço, e mais notoriamente a nível de moradias, em relação a apartamentos, sendo que se observou o dobro do interesse por vivendas com jardim e piscina, assim como apartamentos com varanda.

A nível de localização, apesar de termos visto um aumento da procura nos centros urbanos comparativamente com o pré-pandemia, em proporção algumas zonas de interior em Portugal Continental distinguiram-se bastante, destancando-se o crescimento de 72% do Distrito de Beja ou 60% do Distrito de Vila Real, e a nível das ilhas Porto Santo com 87% de crescimento.

O comprador e o proprietário estão mais exigentes, pelo que temos de conseguir fazer ainda melhor. No mundo digital querem a informação rápida, clara e completa. Cada vez mais pretendem ver o imóvel em formato multimédia (com Visitas Virtuais, Vídeos ou Visitas 3D) antes de fazer uma visita pessoal que é apenas uma confirmação do verificado online, tendo este ano os imóveis com multimédia crescido um 90% nas visitas e registado 92% mais contatos comparativamente a um imóvel sem esse serviço.

"As crises são boas oportunidades para nos diferenciarmos dos restantes. Quem em 2021 se adaptar às novas tendências irá, sem dúvida, ganhar uma vantagem comparativamente aos demais", remata o especialista em imobiliário.