Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Antigo Hospital CUF Infante Santo será um condomínio de luxo com 87 apartamentos

Promotora imobiliária Avenue comprou o antigo hospital e vai investir, ao todo, cerca de 60 milhões de euros no projeto Villa Infante.

Autor: Redação

O antigo Hospital CUF Infante Santo, em Lisboa, será um condomínio de luxo com 87 apartamentos com tipologias T1 a T4 duplex e áreas dos 53 aos 235 metros quadrados (m2). O Villa Infante, como se chamará, “sairá do papel” depois do antigo hospital ter sido comprado pela promotora imobiliária Avenue, que investirá cerca de 60 milhões de euros no projeto. A construção deverá arrancar já em fevereiro e estima-se que o empreendimento, que terá a assinatura do arquiteto Frederico Valsassina, estará concluído no primeiro trimestre de 2023.

Segundo a Visão, a unidade hospitalar deixou as instalações em novembro de 2020, após 75 anos de utilização do espaço e quando ficou totalmente concluído o novo hospital CUF Tejo, tendo a Avenue comprado os seis edifícios – um dos quais o Palácio Sasseti, do século XVI – por 26,2 milhões de euros. A promotora deverá investir, entretanto, mais 40 milhões de euros para transformar o espaço num condomínio fechado com um jardim de mais de 3.000 m2.

“São raros em Lisboa os projetos com este conceito de condomínio fechado e neste caso, este grande jardim interior, murado, irá permitir orientar o empreendimento para o bem-estar. O espaço verde estará talhado para as crianças brincarem em segurança e os pais aproveitarem para descansar, ler ou praticar exercício físico”, disse Aniceto Viegas, CEO da Avenue, citado pela publicação. 

O projeto prevê a recuperação do imóvel apalaçado que, segundo os registos apurados pela Avenue, “terá sido construído no século XVI e era denominado por Palácio Sasseti”. “Neste edifício mais clássico iremos manter as fachadas que são de época pois queremos respeitar a memória do palácio. Nos restantes edifícios que serão reconvertidos para uso habitacional serão integradas varandas, uma mais-valia que ganhou relevância ainda maior com a pandemia”, referiu o responsável, adiantando que o arranque da comercialização dos apartamentos está previsto para o segundo trimestre deste ano.