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266 Liberdade (ex-DN) concluído no verão: 60% das casas já têm dono e penthouse continua sem preço

Há portugueses entre os compradores, revela ao idealista/news Aniceto Viegas, diretor-geral da promotora imobiliária Avenue.

Avenue
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O edifício do Diário de Notícias (DN), como é conhecido, está a ganhar uma segunda vida como empreendimento residencial. Em plena Avenida da Liberdade, junto ao Marquês de Pombal, no coração de Lisboa, estão a nascer 34 apartamentos de luxo, dos quais 60% já têm dono, tal como revela ao idealista/news Aniceto Viegas, diretor-geral da promotora imobiliária Avenue, que comprou o imóvel, no final de 2016, por cerca de 20 milhões de euros.

“Neste momento, quase 60% dos apartamentos estão com contrato promessa de compra e venda, ou seja, estão comercializados. E esperamos até ao final do ano comercializar os restantes 40%. O projeto estará concluído entre junho a julho deste ano, se tudo correr dentro do previsto, porque ainda estamos numa fase final com alguma intensidade de trabalhos”, revela, salientando que “há portugueses e brasileiros” entre os compradores. 

“Para nós, a penthouse sempre foi um produto mais para o fim. Ou seja, além de ser um produto muito especial, de ter características de áreas que são específicas, destina-se a um público alvo também muito específico"

Segundo Aniceto Viegas, o 266 Liberdade é, para a Avenue, “um projeto muito especial, porque há um trabalho de recuperação e preservação” do imóvel: “Temos uma arquitetura que é única e que é preservada na íntegra, inclusivamente as próprias letras Diário de Notícias, que são mantidas. [O edifício] é uma peça de arquitetura e é também uma peça de arte, porque tem frescos, tem pinturas, tem todo um legado tanto de arquitetura como da arte, ou do arquiteto Pardal Monteiro ou do artista Almada Negreiros”.

O futuro apartamento mais caro de Lisboa?

Em julho de 2018, durante a apresentação do projeto, Aniceto Viegas disse que a penthouse do 266 Liberdade, um T5 com 408 metros quadrados (m2) mais 416 m2 de área exterior, ainda não tinha preço definido. Um cenário que se mantém, confirma ao idealista/news.

“Para nós, a penthouse sempre foi um produto mais para o fim. Ou seja, além de ser um produto muito especial, de ter características de áreas que são específicas, destina-se a um público alvo também muito específico. Quando falamos de apartamentos que atingem patamares extremamente elevados, são referências que temos de tomar com muita cautela, porque não são referências do mercado, são apenas indicadores do que é que uma peça pode valer. E quando falamos do apartamento mais caro que foi vendido em Lisboa [Cristiano Ronaldo é o comprador], e potencialmente outros que poderão ser vendidos, são sempre peças. É como ter uma coleção de carros e um deles ser de uma série limitada, um modelo especial, e esse modelo especial não é a referência nem para o mercado nem para a marca. É assim que vemos este produto, um produto que está a ser concebido como sendo também uma peça única e que em devida altura terá comprador, mas por enquanto não tem preço definido”, conclui.