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Portuguesa Nova Vaga compra terrenos no Porto onde vai investir 28 milhões – habitação é aposta

Em causa estão dois lotes de terreno urbanos com 3.380 m2 de área e uma capacidade construtiva acima do solo de mais de 13.000 m2.

Savills
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Autor: Redação

O promotor nacional Grupo Nova Vaga comprou dois lotes de terreno urbanos no Porto, na Rua Fernando Pessoa e Rua Azevedo Coutinho, próximo da Torre Burgo e do Bessa Hotel, onde prevê investir mais de 28 milhões de euros na construção de um projeto imobiliário. A aposta passa pelo segmento residencial.

“O ativo, situado na Rua Fernando Pessoa e Rua Azevedo Coutinho, contempla duas parcelas inseridas em loteamento, com 3.380 metros quadrados (m2) de área de terreno e uma capacidade construtiva acima do solo de mais de 13.000 m2 e está situado na zona CBD da cidade Invicta, bem próximo da Torre Burgo e do Bessa Hotel”, refere em comunicado a Savills, que assessorou a venda dos dois lotes de terreno urbanos à Nova Vaga, uma empresa que conta com cerca de 30 anos de experiência e qualidade na área da construção.

Segundo a consultora imobiliária, a localização “privilegiada e consolidada” dos referidos lotes, “coexistindo harmoniosamente com vários edifícios de escritórios, comércio e serviços, estruturas residenciais, tudo isto em co-vizinhança com uma das avenidas mais emblemáticas da cidade, a Avenida da Boavista, traduz-se num dos fatores de diferenciação e valorização desta propriedade”. 

A Savills adianta, ainda, que o terreno em causa é considerado pelo Plano Diretor Municipal como uma “área de frente urbana contínua em consolidação”, permitindo a construção de um edifício, por lote, de uso misto, mas predominantemente para uso residencial.

Para Filipe Santos, Associate Director Porto Division da Savills Portugal, o local onde se encontram estes lotes de terreno urbanos “tem baixos níveis de oferta residencial”. “É com especial satisfação que, em período de pandemia, assistimos a esta inequívoca prova de resiliência do mercado, potenciada pelo trabalho de proximidade com os parceiros locais Porta 88 e o promotor nacional Grupo Nova Vaga”, comenta.

Já Artur Silva, administrador da Nova Vaga, considera tratar-se de “uma aquisição importante para a empresa e que está perfeitamente alinhada com a estratégia delineada: localização de excelência, qualidade de construção e bons acabamentos”. “Juntamente com o empreendimento a construir na Praça Guilherme Pinto, em Matosinhos Sul, e os restantes investimentos em curso, marcará sem dúvida o futuro próximo da nossa empresa”, acrescenta.

De acordo com o Jornal de Negócios, foi nestes terrenos que durante anos funcionou a fábrica de Fibra Comercial Lusitana, tendo as antigas instalações da mesma sido demolidas há 25 anos. Trata-se, de resto, de um terreno que tem, ao todo, quase dois hectares, para onde esteve projetada a construção de uma urbanização de luxo, num investimento estimado em 175 milhões de euros e que tinha como promotor a Simoga, imobiliária do grupo Salvador Caetano que viria a falir, escreve a publicação.