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ugt quer que estado financie subida do salário mínimo

ugt defende aumento do smn de 485 para 500 euros já este ano
Autor: Redação

a ugt quer que o estado financie uma parte significativa dos custos decorrentes do aumento do salário mínimo nacional (smn) e propõe uma redução da taxa social única (tsu) para os salários mais baixos. as medidas em causa foram apresentadas ontem por joão proença, líder da ugt, às confederações da indústria (cip) e do comércio (ccp), sendo que as reuniões vão continuar esta semana 

de acordo com o público, a ugt pretende que o smn passe dos actuais 485 para os 500 euroseste ano. uma subida de 3,1% que deve ser acompanhada por uma redução de 1% da tsu aplicada aos salários mais baixos (cerca de 500 euros). “estimamos que o custo do aumento do salário mínimo rondará os 100 milhões de euros por ano. a nossa proposta é que parte do custo, cerca de 80%, seja suportada por uma diminuição da tsu sobre os mais baixos salários”, adiantou o secretário-geral da ugt. no fundo, esta seria uma forma de financiar parte dos encargos decorrentes do aumento do smn e custaria aos cofres do estado cerca de 80 milhões de euros

a proposta agradou à cip e à ccp, sendo que a primeira deixou no ar a possibilidade de o smn aumentar já este ano, ao contrário do que adiantou na semana passada – alegando que tal só poderia acontecer em 2014. “no actual enquadramento só haverá condições [para aumentar o smn] em 2014. se houver alterações substanciais no enquadramento económico em que as empresas se movem e se houver a possibilidade de reduzir a tsu poderíamos rever a nossa posição”, disse antónio saraiva, presidente da cip. uma ideia, de resto, partilhada por joão vieira lopes, dirigente da ccp