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Taxa de desemprego desceu para 6,7%, o valor mais baixo dos últimos 14 anos

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Autor: Redação

A taxa de desemprego desceu para 6,7% no segundo trimestre do ano, “correspondendo ao valor mais baixo da série iniciada no primeiro trimestre de 2011”, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). É preciso, no entanto, recuar até 2004 para encontrar uma taxa mais baixa que esta: 6,3% 

Os dados do INE permitem concluir que no segundo trimestre deste ano a taxa de desemprego diminuiu 1,2% face ao trimestre anterior e 2,1% face ao mesmo período do ano passado.

“A população desempregada, estimada em 351,8 mil pessoas, diminuiu 14,2% (menos 58,3 mil) relativamente ao trimestre anterior, prosseguindo os decréscimos trimestrais observados desde o segundo trimestre de 2016. Em relação ao trimestre homólogo, verificou-se uma diminuição de 23,7% (menos 109,6 mil), ligeiramente inferior à observada no trimestre precedente”, conclui o INE.

No que diz respeito à população empregada, estimada em 4.874,1 mil pessoas, registou um aumento trimestral de 1,4% (67,4 mil) e um aumento homólogo de 2,4% (mais 113,7 mil).

Já a taxa de desemprego de jovens (15 a 24 anos) desceu para 19,4%, o que corresponde ao valor mais baixo da série iniciada no primeiro trimestre de 2011.

De referir que o INE já previa a descida da taxa de desemprego para 6,7% no segundo trimestre, conforme estimou quando anunciou, recentemente, a queda da taxa me maio para 7%. 

Trata-se, de resto, de um valor que fica muito abaixo da meta anual que o Governo inscreveu no Programa de Estabilidade. No documento, atualizado em abril, o Ministério das Finanças previa que a taxa de desemprego ficasse nos 7,6% este ano.

Queda de 44% desde início da legislatura

Para o Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva, a diminuição da taxa de desemprego para 6,7% representa a “evolução mais positiva de toda a legislatura do ponto de vista trimestral”. Trata-se de uma queda de 44% do número de desempregados e da taxa de desemprego quando comparada com a que existia no início da atual legislatura (12,2%).

O governante realçou ainda o facto desta queda ser acompanhada “por um forte crescimento do emprego”. “Foram criados em termos líquidos, nestes cerca de dois anos e meio, 312 mil postos de trabalho, foi diminuído em 282 mil o número de desempregados, dos quais 211 mil são desempregados de longa duração”, disse, citado pela Lusa.

Vieira da Silva enalteceu ainda o facto de haver agora menos desempregados de longa duração: a taxa desceu de 7,6% no início da legislatura para 3,5%. “O dinamismo do emprego está a ser muito forte, está a recuperar para o mercado de trabalho pessoas que estavam afastadas há muito tempo, e faz com que também tenha crescido a população ativa”, explicou.