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Salários dos portugueses foram os que mais caíram com a pandemia – sobretudo os das mulheres

Relatório da Organização Internacional do Trabalho concluiu que os salários das mulheres caíram 16% no segundo trimestre.

Free-Photos por Pixabay
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Autor: Redação

Portugal foi o país europeu que registou maiores perdas salariais na sequência da crise provocada pela pandemia da Covid-19, sendo que as mulheres foram mais penalizadas que os homens. Esta é uma das conclusões do Relatório Global sobre os Salários 2020/2021, divulgado esta quarta-feira (3 de dezembro de 2020) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). 

O documento mostra que, entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano, os salários baixaram 13,5% em Portugal. Espanha e França completam os restantes dois lugares do pódio, com quebras nas remunerações de 12,7% e 10%, respetivamente. Na cauda do ranking, que analisa a “performance” dos 28 países europeus, encontram-se Croácia, Holanda, Suécia e Luxemburgo, países onde os salários recuaram apenas menos de 3%. 

As mulheres portuguesas foram, durante este período, as que mais sentiram na carteira os efeitos da crise pandémica, visto que os seus salários caíram 16%, muito acima da perda de 11,4% verificada nos salários dos homens. É, de resto, a perda mais elevada entre os 28 países europeus analisados no relatório. Em Espanha e França, por exemplo, a redução nos vencimentos foi de 14,9% e 13,1%, respetivamente.

Este é um cenário que se verifica um pouco por toda a Europa, o que significa que o impacto desproporcional da crise sobre as mulheres é geral. Ou seja, as mulheres foram o grupo mais penalizado pela redução do emprego e das horas de trabalho, o que se justifica com o facto de estarem sobre-representadas nos setores mais afetados pela pandemia.

Os dados que constam no relatório da OIT comprovam esta tendência, visto que, em média, a perda salarial nas mulheres foi de 8,1%, bem superior à verificada nos homens (5,4%). De referir ainda que as maiores diferenças entre homens e mulheres observaram-se na Bélgica, Reino Unido, França, Portugal, Eslováquia e Alemanha.