Salário médio líquido dos trabalhadores por conta de outrem fixou-se em 1.137 euros no 2º trimestre: aumentou 93 euros num ano.
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Salários e poder de compra em Portugal
Créditos: ECO

O salário médio líquido dos trabalhadores por conta de outrem fixou-se em 1.137 euros no segundo trimestre, sendo esta a maior subida homóloga de sempre, quer em termos nominais (8,91%) quer em termos reais (6,12%). Ainda assim, e no que diz respeito ao poder de compra dos portugueses, este continua abaixo de 2021, período pré-inflação.

Segundo o ECO, que se apoia em dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), desde 2011 que o ordenado médio líquido do trabalho dependente, já depois dos descontos para o IRS e contribuições sociais, não subia tanto: aumentou 8,91% no segundo trimestre face ao período homólogo, de 1.044 euros para 1.137 euros. Contas feitas, descontando a inflação de junho (2,79%), o crescimento real dos salários médios líquidos foi de 6,12%, escreve a publicação. 

Significa, portanto, que os salários ainda não superaram a crise inflacionista, estando a contrair 0,18% por ano desde 2021. Trata-se de uma desvalorização de cerca de dois euros anuais num ordenado médio líquido de 1.137 euros por mês.

Como é possível ver na imagem, o salário dos gestores de topo, por exemplo, aumentou 152 euros (9,75%) num ano, entre o segundo trimestre de 2023 e o mesmo período deste ano. O maior aumento deu-se nas forças armadas, com os salários a crescerem 17,98% (231 euros) entre os dois períodos, para 1.516 euros. 

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