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Web Summit em tendas, por causa de atrasos na expansão da FIL

Câmara de Lisboa terá de pagar mais 4,7 milhões de euros da taxa turística para assegurar a área expositiva e o wi-fi.

Wikimedia commons
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Autor: Redação

A Câmara de Lisboa vai discutir esta quinta-feira, 17 de outubro de 2019, as alterações ao acordo para a realização da Web Summit, entre as quais o pagamento de mais 4,7 milhões de euros e o adiamento da expansão da FIL- Feira Internacional de Lisboa para 2022.

Em causa está, tal como conta a Lusa, a ratificação do acordo para a organização e realização da cimeira tecnológica Web Summit na cidade de Lisboa, entre 2019 e 2028, celebrado entre o Estado, a Câmara de Lisboa e a Connected Intelligence Limited (empresa que organiza o evento) a 5 de novembro de 2018.

Este acordo "prevê a expansão da área expositiva para 90 mil metros quadrados (m2), no total, e um faseamento que permita o crescimento do evento enquanto isto não ocorrer", tendo sido agora acordado com a organização "uma adenda ao contrato inicial que prevê, uma vez que ainda decorrem negociações para a expansão", um adiamento desta expansão, inicialmente prevista para 2021, para 2022, explica fonte oficial da Câmara de Lisboa numa resposta escrita enviada à agência de notícias.

"Em relação ao faseamento, inicialmente previa-se 13.000 m2 para 2019 através da construção na FIL [Feira Internacional de Lisboa] dos interstícios (fecho dos espaços entre pavilhões da FIL) e 18.000 m2 em espaços provisórios (tendas). Com esta adenda, de 2019 até 2022, serão disponibilizados no máximo 31.000 m2 de áreas, sejam elas de natureza provisória (tendas) ou definitiva (pavilhões construídos)", acrescenta a mesma fonte.

Outros espaços além da FIL

Na proposta que vai a votos na quinta-feira - assinada pelo vereador Miguel Gaspar (PS), que passa a assumir os pelouros da Economia e da Inovação, até agora responsabilidade do presidente da Câmara de Lisboa - a autarquia defende que o aumento de infraestruturas para atrair grandes eventos e congressos "não deverá estar circunscrito ao espaço da FIL, sendo a todos os títulos benéfico possibilitar outras soluções, como a construção de um novo equipamento, caso essa opção demonstre ser viável".

E uma vez que "as obras de expansão do recinto não se encontram ainda implementadas" é "necessário disponibilizar os espaços necessários à realização do evento, ainda que de natureza temporária" para "assegurar a edição deste ano", implicando a transferência de 4,7 milhões de euros para a Associação de Turismo de Lisboa, além dos três milhões que a autarquia tem de pagar anualmente para a realização do evento.

"Os 4,7 milhões de euros são relativos ao aluguer de espaços (FIL e Altice Arena), às tendas provisórias para garantir as áreas de exposição que a organização necessita e a aquisição de logística de comunicação ('wi-fi' de última geração, crucial para a realização de um evento desta natureza)", complementa a autarquia à Lusa.

O acordo para a manutenção da Web Summit em Lisboa prevê um investimento público anual de, pelo menos, 11 milhões de euros pelo período de 10 anos, dos quais três milhões serão atribuídos pelo município lisboeta.