Património Cultural 360: o novo instrumento de democratização cultural

O projeto já abrange mais de 90 imóveis patrimoniais e envolve uma ampla rede de entidades parceiras.
Sé de Évora
Pexels

Afirmando o acesso à cultura como um direito universal no contexto da transição digital, o projeto Património Cultural 360 abrange já mais de 90 imóveis patrimoniais e envolve uma ampla rede de entidades parceiras, consolidando, assim, o seu compromisso com a inclusão e a acessibilidade e posicionando-se como instrumento de democratização cultural.

Ao eliminar barreiras físicas, geográficas e económicas através da disponibilização aberta de conteúdos digitais, este portal cria um ecossistema colaborativo que aproxima o património dos cidadãos, das escolas e das comunidades. Promovido pelo Património Cultural, I.P., o projeto representa um investimento global de 14.486.017,50 euros e foi integralmente financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

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Estas são as quatro dimensões de inclusão do Património Cultural 360

  • Acesso universal e equitativo: o acesso ao património a partir de qualquer ponto do território é permitido através da disponibilização online de visitas virtuais, modelos digitais e conteúdos documentais, reduzindo, assim, as desigualdades regionais e económicas;
  • Acessibilidade audiovisual: garantido a inclusão da comunidade surda, os filmes documentários produzidos no âmbito do projeto incluem sempre legendagem e, em muitos casos, também a interpretação em Língua Gestual Portuguesa (LGP);
  • Inovação na mediação inclusiva: a digitalização 3D de artefactos históricos permite criar réplicas táteis que potenciam a experiência de deficientes visuais;
  • Acessibilidade digital e usabilidade: a navegação clara, intuitiva e gratuita promove uma experiência inclusiva para diversos públicos, com alta ou baixa literacia digital.

Em comunicado, o Diretor do Departamento de Transição Digital e coordenador do projeto, Luís Sebastian, afirma que “a transição digital do património cultural só cumpre o seu propósito se for verdadeiramente inclusiva”, sublinhando que “no Património Cultural 360 trabalhamos para garantir que o acesso ao património não depende da localização, das condições económicas ou das capacidades físicas de cada cidadão”.

“A democratização do acesso é, hoje, uma responsabilidade pública incontornável e um eixo estruturante da nossa ação”, conclui o responsável.

Património Cultural 360
Património Cultural 360

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