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Metro de Lisboa vai chegar a mais destinos: Campo de Ourique e Alcântara, Cruz Quebrada e Loures

Os planos foram ontem revelados por Matos Fernandes, ministro do Ambiente, numa audição parlamentar.

Photo by Olivier Collet on Unsplash
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Autor: Redação

O Metropolitano de Lisboa está a estudar quatro linhas de expansão da rede, dentro da cidade de Lisboa, mas também para os concelhos vizinhos de Oeiras e Loures. O objetivo, segundo declarações feitas pelo ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, no Parlamento, será expandir de Alcântara até à Cruz Quebrada, de Santa Apolónia até Sacavém e, por outro lado, entre Odivelas, o Hospital Beatriz Ângelo (Loures), o Infantado e Santo António dos Cavaleiros.

O governante revelou estas intenções durante uma audição na Comissão Parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, referindo, tal como escreve o Jornal Económico, que “os estudos começaram em paralelo [com os da linha circular]”, e que “uma, muito adiantada” é “a expansão da linha vermelha, de São Sebastião para as Amoreiras, Campo de Ourique, Infante Santo, Alcântara, Alto de Santo Amaro“.

Além da linha vermelha, num protocolo com a Câmara Municipal de Lisboa e a Câmara de Oeiras, “está a ser feita a avaliação da extensão, sempre comparando com o metro ligeiro eléctrico rápido (ou BRT), que vai de Alcântara, Alto de Santo Amaro, Ajuda, Miraflores, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada”. “Estamos a falar de dez quilómetros”, disse. E está a ser feito “o mesmo para o concelho de Loures, a partir de Santa Apolónia, Expo, Portela, Sacavém”.

“Também em solicitação da Câmara Municipal de Loures, [está a ser estudada] uma estação que liga Odivelas ao Hospital Beatriz Ângelo e a estação de Odivelas ao Infantado, passando por Santo António dos Cavaleiros, no formato de “U”, de cerca de 12 quilómetros. Todos estes trabalhos estão em curso”, disse o ministro citado.

Concurso para a linha vermelha pode arrancar ainda este ano

De acordo com Matos Fernandes, o Governo estará pronto para lançar a expansão da linha vermelha do Metro de Lisboa em outubro ou novembro de 2020, se houver financiamento.

“A linha vermelha é, de todas as linhas que constam do plano de expansão do Metro Lisboa, aquela que tem estudos mais avançados. Repito: se a conseguirmos financiar, e eu não tenho qualquer indicação neste momento de que isso seja possível. Farei tudo para que seja possível”, deixando a nota de que isso só será possível caso venha a existir “um pacote financeiro da União Europeia para estimular a economia”,  dado o contexto de crise provocado pela Covid-19.

“Estamos em condições de, em outubro ou novembro, poder lançar um concurso que, obviamente, tem de incluir ainda o estudo de impacto ambiental e avaliação de impacte ambiental, mas lançar um concurso-pacote mediante um estudo prévio no qual, quem vier a fazê-la, tenha de fazer o estudo de impacte ambiental, a avaliação de impacte ambiental e o projecto de execução”, acrescentou ainda.

Linha circular é prioritária

Sobre a linha circular de Lisboa, entre o Rato e o Cais do Sodré, envolta em polémica, o ministro diz que “não há nada que não seja uma opção técnica, fundada em números, por trás desta opção”,  e que “vale mesmo a pena ler as conclusões do estudo de procura”, que aponta para um universo de 18 milhões de passageiros/quilómetro.

Recordou ainda, citado pelo Negócios, que na decisão de promulgação do Orçamento do Estado para 2020 "a Assembleia da República não suspendeu qualquer decisão administrativa, limitando-se a formular uma recomendação política ao Governo".

Para Matos Fernandes, "é o Governo que tem responsabilidade para tomar estas decisões", sendo que "não há nenhum outro projeto com este impacto positivo que possa aplicar 83 milhões de fundos comunitários até final de 2023". Referiu, de resto, que a obra da linha circular exigirá um investimento de 200 milhões de euros, um valor que "dava para fazer duas coisas: ou fazer a linha vermelha a Campo de Ourique ou fazer a linha circular", mas que os estudos da procura justificavam o investimento neste último projeto.

"Não se pode comparar projetos de 200 milhões com projetos de 400 milhões" e "em face desta comparação era evidente que a linha circular captava mais passageiros que esta meia linha vermelha", disse.