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Ex-quartel da GNR em Lisboa convertido em edifício com rendas acessíveis

Plano prevê a construção de 240 fogos e comércio. Reabilitação do imóvel será financiada pelo Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado.

Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado
Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado
Autor: Redação

Devoluto desde 2015 e dar sinais já de degradação, o antigo quartel da GNR, situado perto do Paço da Rainha, em pleno centro de Lisboa, está em vias de ganhar uma nova vida. A Câmara Municipal de Lisboa decidiu aceitar a transformação deste complexo com mais de mais de 22 mil metros quadrados (m2), no Largo do Cabeço de Bola, num empreendimento residencial, com casas para arrendar a preços acessíveis. Do total, mais de 17 mil metros quadrados terão uso habitacional.

O projeto que também inclui um centro de dia e comércio teve luz verde dos vereadores da Câmara Municipal de Lisboa, que na semana passada aprovaram o início de uma alteração ao Plano Director Municipal (PDM), nesse sentido. Em causa está a necessidade de ser feita uma mudança na classificação do edifício, que terá de passar de “equipamento” a “residencial”. 

O antigo quartel, tal como conta o Público, faz parte de uma lista de imóveis que o Governo decidiu integrar no Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado (FNRE), lançado há três anos para disponibilizar casas a preços mais baixos do que os actualmente praticados no mercado de arrendamento. É este fundo, gerido pela empresa pública Fundiestamo, que vai financiar a reabilitação do imóvel, recorrendo a verbas do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social.

O plano prevê a construção de 240 fogos, uma infra-estrutura de apoio a idosos, comércio e serviços. As casas ali criadas deverão integrar o Programa de Arrendamento Acessível (PAA) lançado pelo Governo. “Esta alteração vem permitir a regeneração deste território, actualmente sem qualquer utilização, passando a ter um uso de interesse social”, disse Ricardo Veludo na reunião de vereadores municipais, segundo o diário.

Na mesma zona onde se insere o quartel, a autarquia da capital tem, há anos, vários prédios vazios e a desfazerem-se que colocou no seu Programa de Renda Acessível. Para ali está prevista a criação de pelo menos 84 fogos também para arrendar a custos controlados, mas o concurso para a reabilitação dos imóveis ainda não foi lançado, recorda o jornal.