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Edifícios licenciados recuam 3,5% em 2020 e os concluídos aumentam 6%

Considerando só o 4º trimestre de 2020, os edifícios licenciados diminuíram 1,0% face ao período homólogo e os edifícios concluídos recuaram 4,1%.

Autor: Lusa

Os edifícios licenciados diminuíram 3,5%, para 22,8 mil, e os edifícios concluídos aumentaram 6%, para 15,0 mil, em 2020 face a 2019, segundo os resultados preliminares divulgados esta segunda-feira (15 de março de 2021) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Estas variações comparam com subidas homólogas de 4,1% nos edifícios licenciados e de 11,6% nos edifícios concluídos em 2019.

“Considerando a última década, quando comparando 2020 com 2011, o ano do último recenseamento, verifica-se que o número de edifícios licenciados reduziu-se em cerca de 2,9 mil edifícios, correspondendo a uma diminuição de 11,1% (22,8 mil edifícios licenciados em 2020, face a 25,6 mil em 2011)”, refere o INE.

Segundo o instituto estatístico, “na primeira metade da década registaram-se decréscimos sucessivos no número de edifícios licenciados, com uma recuperação a partir de 2015, ano em que esta variável registou o seu valor mínimo (15,3 mil edifícios, o que corresponde igualmente ao menor decréscimo homólogo deste período -2,8%)”.

Mais licenciamentos em... 2011

“O valor mais elevado da década registou-se em 2011, superando os 25,6 mil edifícios licenciados”, sendo que, “nos últimos dois anos, verificou-se uma redução nas taxas de variação, que em 2020 voltou a valores negativos (-3,5%)”, acrescenta.

Relativamente aos edifícios concluídos, o INE estima em 2020 uma redução de 42,5% face a 2011, reportando que, “desde 2011 até 2016, registaram-se decréscimos sucessivos, tendo sido observada em 2013 a maior redução anual (-26,3%)”.

No período subsequente verificaram-se crescimentos anuais que atingiram “a sua maior expressão” em 2018 (+13,9%), mas no fim do período observou-se um “abrandamento significativo”, com a redução da taxa de crescimento de 11,6% em 2019 para 6,0% em 2020.

Região Norte liderou construção nova em ano de pandemia

No conjunto do ano 2020, situaram-se na região Norte 39,2% do total de edifícios licenciados em construções novas para habitação familiar e 42,4% da área total licenciada em Portugal.

Em conjunto com a região Centro, as duas regiões representaram 66,5% dos edifícios licenciados, 65,8% dos fogos licenciados em construções novas para habitação familiar e 68,8% da área total licenciada no país.

Já os edifícios licenciados na Área Metropolitana de Lisboa (AML) representaram 16,0% do número total de edifícios licenciados do país, correspondendo a 21,5% do número total de fogos licenciados em construções novas para habitação familiar e a 17,7% da área total licenciada.

Em 2020, situaram-se na região Norte 36,3% do total de edifícios concluídos, 40,1% dos fogos concluídos em construções novas para habitação familiar e 42,6% da área concluída no país.

No seu conjunto, as regiões Norte e Centro representaram 62,0% dos edifícios concluídos, 61,1% dos fogos concluídos em construções novas para habitação familiar e 68,0% do total da área concluída.

Os edifícios concluídos na AML representaram 18,7% do valor total do país, correspondendo a 23,5% do número total de fogos concluídos em construções novas para habitação familiar e a 17,5% do total da área concluída em Portugal em 2020.

Último trimestre de 2020 à lupa 

Considerando apenas o quarto trimestre de 2020, os edifícios licenciados diminuíram 1,0% face ao período homólogo, para 5,7 mil, e os edifícios concluídos recuaram 4,1%, para 3,7 mil, o que compara com aumentos de 4,0% e de 1,5%, respetivamente, no terceiro trimestre desse ano.

Segundo o INE, no quarto trimestre do ano passado os edifícios licenciados em construções novas registaram um crescimento homólogo de 1,2% (+6,5 no terceiro trimestre), enquanto o licenciamento para reabilitação diminuiu 7,8% (-3,5% no trimestre anterior).

Numa análise mensal, verifica-se que, após os crescimentos homólogos observados em novembro e dezembro, os edifícios licenciados diminuíram 17,3% em janeiro de 2021.