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Licenciamentos de construção nova e reabilitação de edifícios habitacionais caem 3,9% até julho

Consumo de cimento aumenta 9,9% em termos homólogos e concessão de crédito à habitação dispara 6,4%.

Autor: Redação

Entre janeiro e julho, o número de licenças de construção nova e reabilitação de edifícios habitacionais emitidas pelas câmaras municipais recuou 3,9% em termos homólogos. Uma quebra que foi “menos intensa” porque em junho e julho verificou-se uma recuperação, conclui a Síntese Estatística da Habitação da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN).

“Quanto ao licenciamento de fogos em construções novas verifica-se um ligeiro de decréscimo de 4,4%, em termos homólogos, para um total de 13.456 habitações”, lê-se no documento, divulgado esta segunda-feira (28 de setembro de 2020). 

A AICCOPN destaca ainda que na Área Metropolitana de Lisboa o número de fogos licenciados em construções novas nos 12 meses terminados em julho de 2020 totalizou 4.911, menos 2,8% face aos 5.051 alojamentos licenciados nos 12 meses anteriores. “Destes, 64,3% são de tipologia T3 ou superior e 27,8% de tipologia T2”, adianta a associação do setor.

De acordo com a mesma fonte, o consumo de cimento no mercado nacional “regista um significativo crescimento, totalizando 2,1 milhões de toneladas até julho, o que corresponde a um aumento de 9,9% em termos homólogos acumulados”. 

No que diz respeito à concessão de crédito à habitação mantém uma tendência positiva, com um crescimento em termos homólogos acumulados de 6,4%, para 6.273 milhões de euros nos primeiros sete meses de 2020.

“Ao nível da avaliação imobiliária na habitação efetuada para efeitos de crédito hipotecário apurou-se, em julho, um aumento de 8% em termos homólogos, para 1.127 euros por metro quadrado (m2), valor que corresponde a um novo máximo histórico”, conclui a AICCOPN. De referir que, entretanto, o valor voltou a aumentar em agosto, para 1.128 euros por m2.