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Antigo Matadouro do Porto: já se prepara terreno para construir novos escritórios e espaços culturais

Aqui vão nascer espaços de usos vários: escritórios, museus, galerias, alteliers… Projeto de reconversão ainda está pendente de aprovação.

Kengo Kuma and Associates with OODA
Kengo Kuma and Associates with OODA
Autor: Redação

Já foi dado o primeiro passo daquele que é o processo de reconversão do antigo Matadouro Industrial de Campanhã, no Porto, que está nas mãos da construtura Mota-Engil. Trata-se da fase preparatória da obra, na qual se vão demolir as estruturas do edifício em “avançado estado de degradação”, segundo explica a Câmara Municipal do Porto. O novo edifício vai acolher espaços de usos vários como escritórios e espaços socioculturais.

Contam-se 26.000 metros quadrados (m2) que vão ter novos usos dentro de dois anos. Dos 20.500 m2 que correspondem à área edificada, cerca de 12.500 m2 vão dar lugar a espaços empresariais – como escritórios – e quase 8.000 m2 são reservados ao Museu da Cidade e outros projetos culturais e sociais, explica a própria autarquia numa notícia publicada na sua página. Estas áreas já estavam definidas num acordo de consignação celebrado entre a Mota-Engil e a própria Câmara do Porto em outubro de 2020.

São vários os planos que a autarquia da cidade Invicta tem para a área de exploração que lhe foi atribuída. Para além do Museu da Cidade, o município quer ali instalar uma extensão da Galeria, um acervo e depósito de obras de arte, um espaço educativo, outro de cultura e práticas sociais e uma área para o projeto Ateliers Municipais, revela na mesma publicação. Este conjunto de espaços de índole sociocultural vai compôr um futuro pólo que não esquece a sua origem já que vai ser designado ‘Matadouro’. 

Para além destas, será ainda disponibilizado um edifício para as novas instalações da esquadra da PSP - Polícia de Segurança Pública (3.ª Divisão Policial do Comando Metropolitano do Porto), refere ainda.

O projeto que dará uma nova vida a este local, que está desativado há 20 anos, é assinado pelo arquiteto japonês Kengo Kuma em parceria com o gabinete português OODA e conta – entre outros detalhes – com uma praça central pintada de verde e ainda uma ponte pedonal que irá ligar o Matadouro à estação de metro do Dragão e que, para o efeito, passará por cima da Via de Cintura Interna (VCI).

Arranque do projeto está pendente de aprovação

Por enquanto, ainda se prepara o espaço do antigo Matadouro. O projeto de reconversão do edifício ainda não está aprovado, mas a Câmara Municipal da cidade assume que derá ser concluído nos próximos meses. Assim que o licenciamento for concluído junto das mais diversas especialidades, a obra poderá avançar.

A obra de reconversão do antigo Matadouro deverá ser executada durante dois anos. Na cerimónia de consignação da empreitada - que se realizou em outubro passado - apontou-se setembro de 2021 como a data de arranque deste projeto. Ainda assim, a autarquia referiu na mesma nota que “o ponto de partida para a contagem terá início no advento de 2022”.

Trata-se de um projeto que requer um investimento de 40 milhões de euros por parte da Mota-Engil, a construtora que venceu o concurso público de concessão deste edifício por 30 anos. Assim que este prazo terminar, o edifício passa para as mãos da Câmara Municipal da cidade Invicta.