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Porto: obra do antigo Matadouro Industrial de Campanhã arranca em setembro de 2021

Trabalhos estão a cargo da construtora portuguesa Mota-Engil e têm um prazo previsto de conclusão de dois anos.

Maquete do projeto  / Kengo Kuma and Associates with OODA
Maquete do projeto / Kengo Kuma and Associates with OODA
Autor: Redação

A obra do antigo Matadouro Industrial de Campanhã, no Porto, arranca em setembro de 2021 – a cerimónia de assinatura do auto de consignação da empreitada realizou-se esta quarta-feira (21 de outubro de 2020) –, tendo um prazo de conclusão de dois anos. Os trabalhos estarão a cargo da construtora Mota-Engil e está em causa um investimento de 40 milhões de euros, revelou a Câmara Municipal do Porto (CMP), salientando que no final dos 30 anos da concessão o equipamento regressa à gestão municipal.

“É um dia especial para o Porto”, disse Rui Moreira, presidente da autarquia, durante a cerimónia. Citado pelo Porto.pt, produzido pelo Gabinete de Comunicação e Promoção da CMP, o autarca lembrou que o projeto foi apresentado internacionalmente em 2016, tendo o concurso para a empreitada sido lançado em 2017, e adjudicado no ano seguinte à Mota-Engil. Depois de vários entraves, “viria a ter o seu epílogo em abril de 2020, com a concessão do visto prévio por parte do Tribunal de Contas”, lembrou.

Segundo Rui Moreira, no espaço com cerca de 30.000 metros quadrados (m2) de área bruta, existem ainda dois grandes conjuntos edificados “parcialmente abandonados – a antiga fábrica Invencível e a antiga área de recolha da STCP –, que estão identificados pela CMP como objeto de reestruturação”. 

De uma área de cerca de 26.000 m2, a parceria agora estabelecida vai permitir manter cerca de 20.500 m2, dos quais cerca de 12.500 m2 se destinam a espaço empresarial e quase 8.000 m2 a espaços a serem explorados pelo município, lê-se no Porto.pt. 

Na área a ser gerida pela autarquia, “haverá inúmeras valências, como um espaço com mais de 1.700 m2 destinado a Depósito de Obras de Arte ou uma extensão da Galeria Municipal”, adiantou Rui Moreira, sublinhando que o município reservou para esse efeito mais de 500 m2: “Teremos ainda um espaço com quase 500 m2 destinado a usos culturais e sociais diversos, e quase 1.800 m2 para a instalação de uma extensão do Museu da Cidade”.

De acordo com o presidente da CMP, o futuro Matadouro será um polo de “desenvolvimento da atividade económica, com a consequente criação de emprego”, servirá “a instalação de valências culturais” (...) e acolherá “vários espaços de dinamização social relacionadas com o tecido social da freguesia”.

De recordar que o projeto pensado para o antigo Matadouro Industrial de Campanhã – um equipamento municipal inaugurado em 1910 e desativado há mais de 20 anos – tem a assinatura do arquiteto japonês Kengo Kuma, em parceria com os portugueses da Ooda.