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Sindicato da Construção defende cultura de segurança para evitar acidentes de trabalho

Morreram trabalhadores "em circunstâncias que eram perfeitamente evitáveis, se as Normas de Segurança fossem aplicadas", diz o sindicato.

Acidentes de trabalho no setor da construção
Imagem de Ziaur Chowdhury por Pixabay
Autor: Lusa

O Sindicato da Construção de Portugal (SCP) defendeu a necessidade de “uma cultura de segurança nos locais de trabalho” para evitar acidentes como o que causou, esta segunda-feira (14 de junho de 2021), a morte a um trabalhador numa obra de construção civil em Amarante.

O SCP lembrou, num comunicado, que no último mês morreram quatro trabalhadores “em circunstâncias que eram perfeitamente evitáveis, se as Normas de Segurança fossem aplicadas”.

“Isto não pode continuar, porque os inquéritos que a ACT – Autoridade para as Condições do Trabalho realiza neste tipo de situações só podem relatar que não é através da aplicação de coimas que os problemas dos acidentes mortais e não mortais no setor se resolvem, devia antes ser feita uma cultura de segurança nos locais de trabalho”, considerou o SCP.

Segundo o comunicado, acidentes como o que ocorreu em Amarante, seriam evitados se uma das normas de segurança, a entivação nos taludes, “fosse bem feita em quantidade e em qualidade”.

Um acidente numa obra de construção civil em Amarante, no distrito do Porto, provocou um morto e um ferido grave. Os dois trabalhadores, de 50 e 59 anos, foram atingidos pela queda de uma pedra que se soltou de um talude junto à obra, circunstâncias que vão ser avaliadas pela ACT.

A direção do SCP enviou as condolências à família do trabalhador e lembrou que o trabalho precário e clandestino é uma das principais causas de acidentes laborais.

“É preciso acabar com o trabalho precário e clandestino de uma vez por todas, porque 70% dos acidentes que ocorrem no setor, são da responsabilidade desse tipo de trabalho”, disse o sindicato no comunicado.