vai ser lançada no início do próximo ano uma rede de franchising que ambiciona liderar o sector da reparação, reabilitação e manutenção de imóveis, adiantou o jornal expresso. a melcom, assim se chamará a empresa, será especializada em obras domésticas e estará a cargo de manuel alvarez, fundador do grupo remax portugal. neste momento, a nova rede já tem duas dezenas de franchisados, entre grandes, pequenas e médias empresas do sector da construção, gabinetes de arquitectos e projectistas, profissionais de pintura, carpintaria, canalizações, serralharia, vidros, pavimentos e ar condicionado
segundo manuel alvarez, "em apenas 30 dias foi possível reunir cerca de 20 empresas, de norte a sul do país". O responsável adianta que "em janeiro ou fevereiro de 2011, quando forem 40 ou 50 franchisados, será feito o lançamento ao público", e mostra-se ambicioso: "daqui a dois ou três anos queremos que a melom seja para a reparação o que a remax é hoje para a venda de casas", disse, em declarações ao expresso
também joão carvalho, sócio do projecto, deposita grande confiança no mesmo: "a melom ambiciona revolucionar o mercado da reparação, reabilitação e manutenção de imóveis, pautando o seu comportamento por um código de valores que visa o máximo respeito pelo cliente e pela sua propriedade", explicou
o novo conceito de negócio surge da necessidade de preencher uma lacuna no mercado das reparações domésticas e da manutenção de imóveis. "a oferta está fortemente fragmentada e não existe uma marca de referência no mercado que possa dar garantia aos portugueses", justificou manuel alvarez
a ideia de criar a nova empresa partiu do fundador da remax portugal, que se associou ao arquitecto joão carvalho, que foi director de expansão da remax durante três anos. a ideia, essa, foi importada dos eua, onde este tipo de empresas já existe há 10 anos
os dois parceiros estão confiantes na inversão dos investimentos em imobiliário, lembrando que "o sector da reabilitação e manutenção é o que vai crescer mais em portugal, em detrimento" das construções novas. "entre 2011 e 2030, o peso deste segmento deverá passar de 16 para 45%. portugal e roménia são dos países que menos investem em reabilitação - 5% do total do sector da construção, contra 33% na alemanha -, um mercado que vale 263 mil milhões de euros na europa", concluem



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