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No ano passado, a Deco recebeu 29 mil pedidos de ajuda de famílias em dificuldades financeiras, o que significou um aumento de 26% face a 2012. No entanto, o número de processos de acompanhamento abertos pela associação caiu drasticamente. É que, em muitos casos, já não há recuperação possível.

Segundo o jornal Público, entre Janeiro e Dezembro de 2013, 29.214 pessoas contactaram a associação para resolver desequilíbrios financeiros que continuam a ser motivados, em grande parte, por situações de desemprego. A perda de emprego foi mencionada como causa das dificuldades por 32% das famílias. Seguem-se os cortes salariais, com 30,6%, e a doença (8,1%). O rastilho tem-se mantido praticamente o mesmo nos últimos anos, mas voltou a registar-se uma subida substancial nos pedidos de auxílio, já que em 2012 houve 23.183 contactos. Face a 2010, o número praticamente triplicou.

Natália Nunes, coordenadora do Gabinete de Apoio ao Sobreendividado (GAS) explicou ao mesmo jornal que este novo acréscimo no ano passado se deve ao facto de “as famílias terem visto a sua situação financeira agravada, fruto do aumento do desemprego e dos cortes salariais”. O agravamento foi de tal forma que “muitas das situações que surgiram já não tinham margem para recuperação”. E, por isso, o número de processos de acompanhamento abertos pela Deco em 2013 desceu face ao ano anterior.

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