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Presidentes das construtoras brasileiras Odebrechet e Andrade Gutierrez detidos por branqueamento de capitais

Autor: Redação

Uma mega operação de investigação sobre um alegado esquema de branqueamento de capitais no Brasil levou à detenção de 12 gestores na passada sexta-feira. Marcelo Odebrecht, presidente da Odebrecht, e Otávio Marques Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez - duas das maiores construtoras brasileiras que também operam em Portutgal - foram dois dos detidos no âmbito do processo “Lava Jato”.

A operação investiga um esquema de cartel para vencer licitações de obras da Petrobras com sobrepreço, que terá movimentado cerca de 10 mil milhões de reais (cerca de 3,1 mil milhões de euros), segundo explica o site Construir. Em troca, as empresas pagavam luvas a funcionários da petrolífera, operadores que lavavam dinheiro do esquema, políticos e partidos.

Além dos presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez foram também detidos preventivamente altos cargos das companhias suspeitos de serem os operacionais da atividade ilícita.

Nesta nova fase da operação, a polícia alargou a investigação aos crimes de formação de cartel, fraude a licitações, corrupção, desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro, entre outros, para “duas grandes empreiteiras com grande actuação no mercado nacional e internacional, e contratantes regulares junto a Petrobras”, segundo comunicado citado pelo Construir.

A Odebrecht já reagiu em comunicado, também referido pelo site português de notícias de construção, confirmando as buscas aos escritórios de São Paulo e Rio de Janeiro mas sublinhando que os “mandados são desnecessários, uma vez que a empresa e seus executivos, desde o início da operação Lava Jato, sempre estiveram à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.