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Primeiro hipermercado do país abriu há 30 anos. E foi uma loucura...

Autor: Redação

A 10 de dezembro de 1985 abriu o primeiro hipermercado do país: o Continente de Matosinhos, através da Sonae. O espaço fechou à meia-noite com as prateleiras vazias e os primeiros meses foram uma loucura, já que iam “às compras” cerca de cinco mil pessoas por dia. A entrada na loja era controlada por um apito que ordenava o fecho das portas. E mais: chegou a haver excursões só para visitar o espaço.

Segundo o i, as cinco mil pessoas que visitavam o hipermercado gastavam em média 10 contos (50 euros) e diariamente a loja de Matosinhos vendia mais de 300 aparelhos de vídeo e 500 bicicletas. Ao fim de semana, no entanto, os produtos mais procurados eram açúcar (vendidas 36 toneladas) e garrafas de Martini (duas mil caixas).  

“O Continente de Matosinhos tinha uma área de venda de 8.000 m2 contando com 48 caixas de saída, numa escala nunca antes vista em Portugal. Pela primeira vez no nosso país podiam ser adquiridos todos os produtos para o dia a dia no mesmo espaço”, revela a marca, salientando que a rotina de “fazer compras” adquiriu um novo significado e transformou-se “num momento de lazer e diversão para a família”.

Atualmente, a Sonae tem 210 lojas e tem por base “um conceito que promove uma experiência de compra diferenciadora e a proximidade com os clientes, refere a publicação.

Através do seu cartão de fidelização, o Cartão Continente, foram concedidos mais de 1 900 milhões de euros em descontos desde 2007, tendo cerca de 3,4 milhões de famílias usufruído de um conjunto de benefícios e descontos, resultante de várias parcerias com empresas.

Hipermercados em centros comerciais  

Há no país pelo menos 69 centros comerciais, 23 galerias comerciais ancoradas em hipermercados ou supermercados e 16 retailparks. Estes últimos caracterizam-se essencialmente pela existência de várias lojas junto de um parque de estacionamento e pela disponibilização de produtos a preços mais baixos. Em causa estão dados da Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC).  

Segundo os mesmos, existem no país mais de 2,8 milhões de m2 de área bruta locável que acabam por integrar quase 9.000 lojas, divididas entre pequenos e grandes comerciantes.

A Mundicenter, que detém por o Amoreiras, a Sonae, a Multi Mall Management, que explora os fóruns existentes por todo o país e o Dolce Vita, que foram recentemente vendidos ao grupo norte-americano Lone StarFunds – acabou por alienar alguns destes espaços a uma empresa ligada ao Deutsche Bank –, são os quatro grandes grupos que dominam o universo dos centros comerciais.