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Clientes da Uber e Cabify em vias de ter mais direitos garantidos
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Os clientes das plataformas de transportes como a Uber e Cabify, cada vez em maior número, estão em vias de ter os seus direitos mais reconhecidos enquanto consumidores. O Governo prepara-se para acolher a recomendação da Deco para tornar obrigatória a adesão deste tipo de empresas aos centros de arbitragem dos conflitos de consumo, alterando para isso o decreto-lei que regulamenta esta atividade.

Esta foi, segundo conta o Público, uma das recomendações feitas pela associação de defesa do consumidor, que integra desde abril o grupo de trabalho para a modernização do setor do transporte público de passageiros.

No parecer, citado pelo jornal, a Deco “congratula-se com a existência de regulamentação, até porque vai no sentido das orientações dadas pelo grupo de trabalho”, mas também mostra “algumas preocupações com a responsabilização destas empresas perante situações de incumprimento ou de cumprimento defeituoso”, propondo que haja “uma maior clarificação se os clientes estão a lidar com meros intermediários, prestadores de serviços ou algo além disso”.

Governo admite mudar regras dos taxistas

Uma das sugestões concretas feitas pela associação é exactamente a “prévia adesão aos centros de arbitragem dos conflitos de consumo”. A Deco também propõe que exista “um livro de reclamações electrónico”, bem como “um regulamento de qualidade de serviço”.

Na segunda-feira passada, dia da acesa manifestação dos taxistas contra estas empresas, o ministro deixou claro que o executivo está disponível para alterar o decreto-lei. “O diploma foi uma proposta que foi para consulta às entidades, já recebemos os pareceres, vamos olhar para essas opiniões e, com base nisso, colocaremos o diploma em circuito legislativo”, afirmou à TSF.

Matos Fernandes reafirmou que as regras hoje aplicadas ao setor dos táxis também poderão vir a ser alteradas, nomeadamente com uma redução das horas de formação exigidas aos motoristas.

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