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Novo Banco quer acelerar limpeza de ativos tóxicos e cortar malparado para metade

Autor: Redação

O Novo Banco quer continuar a acelerar a limpeza das carteiras de crédito malparado. O objetivo é chegar a um rácio de 10% entre este ano e o próximo, ou seja, reduzir o crédito em incumprimento para metade. Byron Haynes, chairman do banco, diz que “há muito interesse” nas duas carteiras que o banco tem atualmente no mercado.

“Reduzir o risco da atividade tem de continuar porque o rácio de NPL [non-performing loans] em março de 2019 era de 21,8%, o que está desajustado em todos os sentidos. Está desajustado face aos concorrentes e pares em Portugal, por um lado. E as instituições financeiras portuguesas já estão desajustadas face à grande maioria dos Estados-membros da UE”, disse Haynes numa entrevista à Reuters, citada pelo Eco.

O banco está a apostar forte na venda e limpeza de ativos tóxicos do seu balanço, algo que tem sido conseguido graças à venda de carteiras em mercado. A instituição conseguiu diminuir o malparado em 3.700 milhões de euros desde 2017, mas em março ainda tinha um "plafond" de 6.500 milhões de euros, o que representa 21,8% do crédito total concedido.

Depois do “Project Nata”, uma carteira de malparado de 2,15 mil milhões vendida em dezembro de 2018 à KKR e à LX Partners, o Novo Banco avançou com a venda do “Project Nata 2”, uma carteira que tem valor contabilístico bruto superior a 3.000 milhões de euros e que deverá estar em fase final de negociações. O banco está ainda a vender uma carteira de imóveis com um valor contabilístico bruto de 400 a 500 milhões de euros - deverá passar para as mãos do fundo Cerberus. 

"Estamos no mercado com essas duas transações. O nível de interesse tem sido muito alto. O progresso é bom e esperamos que essas transações se concretizem num futuro próximo", afirmou o responsável.