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Remax movimenta 5,20 mil milhões e realizou 68 mil transações em 2019 – portugueses são os mais ativos

Mediadora quer ser responsável por 40% das transações (quatro em cada dez) em 2023.

Thomas Peham on Unsplash
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Autor: Redação

O ‘boom’ imobiliário que se vive em Portugal não está a passar ao lado das empresas de mediação. A Remax, por exemplo, encerrou o ano de 2019 com um volume de preços na ordem dos 5,20 mil milhões de euros, mais 19% que no ano anterior, tendo realizado cerca de 68.000 transações – 78,6% das quais relativas a compra e venda de imóveis –, mais 9% que em 2018.  

“A confirmar o bom momento que a economia nacional atravessa e resultado de um maior acesso ao crédito, continuam a ser os portugueses quem mais adquire ou arrenda a casa, representando 81,3% das transações da Remax”, refere a mediadora em comunicado, salientando, no entanto, que o número de portugueses recuou face ao período homólogo (84,3%).

Os brasileiros voltaram a ser, pelo terceiro ano consecutivo, os estrangeiros que mais negócios fazem com a mediadora, representando atualmente 6,2% do total de transações. Seguem-se, por esta ordem, franceses (1,78%), angolanos (1,08%), chineses (0,99%) e ingleses (0,95%).

Destaque ainda para o facto de Lisboa e Porto representarem mais de metade do volume de transações realizadas pela Remax: 30.681 (45,2%) e 8.971 (13,2%), respetivamente.  

À semelhança “dos últimos anos, os dois tipos de imóvel preferidos por clientes em território nacional continuam a ser os apartamentos e as moradias, representando 62,6% e 20,5% do total de transações, respetivamente. Nos apartamentos o destaque vai para as tipologias T2, T3 e T1, por esta ordem de preferência”, lê-se no documento.

Para Beatriz Rubio, CEO da Remax, “o crescimento consistente” dos resultados da empresa deve-se a duas variáveis: “A primeira relacionada com os nossos fortes investimentos no aumento da capilaridade e na formação constante das equipas; e a segunda, consequência da primeira, é a confiança dos consumidores, que, além de reconhecerem a melhor oferta, procuram um serviço altamente especializado para garantir conforto e confiança numa operação que, em alguns casos, representa um investimento para toda a vida”, refere.

Segundo a Remax, um dos objetivos a médio prazo está definido: ser responsável por 40% das transações (quatro em cada dez) em 2023.  

Remax chega a Angola

A Remax já abriu portas em Luanda, Angola, tendo começado a funcionar no país dia 13 de fevereiro de 2019. “Agora em Angola, a Remax Multitrust pretende aportar os melhores números para o crescimento e formalização do mercado imobiliário em Angola, naquilo que é uma nova era da economia, com enormes oportunidades de investimento motivadas pela estabilização dos valores de mercado”, refere a empresa em comunicado. 

De acordo com a nota, “o grupo liderado por Mahomed Ibrahim opera no mercado angolano há 17 anos” e “aposta agora na vertente imobiliária, com um investimento realizado superior a um milhão de dólares, empregando já 30 colaboradores”.